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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta sexta-feira, 7, que os países ricos arquem com a maior parte da responsabilidade sobre a crise climática. Este foi o último discurso de Lula na Cúpula de Líderes que antecede a Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP30).
“É viável trabalhar por uma transição justa em que o Sul Global tenha as oportunidades que lhe foram negadas no passado. Podemos avançar rumo ao futuro sem abrir mão de reivindicar daqueles que mais se beneficiaram historicamente das emissões, que façam jus às suas responsabilidades”, disse o presidente.

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O presidente destacou que uma pequena parcela do financiamento climático chega aos países em desenvolvimento e que a maioria dos recursos são empréstimos, o que faz com que esses países acabem tendo de pagar juros. “Não faz sentido, ético ou prático, demandar a países em desenvolvimento que paguem juros para combater o aquecimento global e fazer frente a seus efeitos. Isso representa um financiamento reverso, fluindo do Sul para o Norte Global.”
Ele frisou a necessidade de o setor privado participar do financiamento privado (sem o qual “a conta não fechará”) e que o enfrentamento à mudança do clima deve ser visto como “um investimento, não como um gasto”. “A maior parte da riqueza mundial gerada nas últimas quatro décadas foi apropriada por indivíduos ou empresas”, disse Lula, destacando uma pesquisa da ONG Oxfam que mostra que uma pessoa pertencente ao 0,1% mais rico do planeta emite, em um único dia, mais carbono do que os 50% mais pobres da população mundial durante um ano inteiro.
O presidente afirmou também que é “crucial” definir metodologias melhores para contabilizar o financiamento climático. Disse ainda que os bancos multilaterais precisam ser mais eficazes.
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