Líderes mundiais demonstram cautela com “Conselho de Paz” de Trump por causa da ONU

Governos pareceram relutantes em fazer declarações públicas, deixando as autoridades expressarem ‌preocupações anônimas sobre o impacto no ‌trabalho da ONU

Reuters

Presidente dos EUA, Donald Trump 
18/12/2025
REUTERS/Evelyn Hockstein
Presidente dos EUA, Donald Trump 18/12/2025 REUTERS/Evelyn Hockstein

Publicidade

18 Jan (Reuters) – Governos reagiram ⁠com cautela neste domingo ao convite do ‍presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do chamado ‘Conselho de Paz’, destinado ‌a resolver conflitos em nível global, um plano que, segundo diplomatas, poderia prejudicar o trabalho das Nações Unidas.

Governos pareceram relutantes em fazer declarações públicas, deixando as autoridades expressarem ‌preocupações anônimas sobre o impacto no ‌trabalho da ONU.

O conselho seria presidido vitaliciamente por Trump e começaria tratando do conflito de Gaza, depois seria expandido para lidar com outros conflitos, de ‌acordo com uma cópia da carta e do projeto de estatuto vista pela ​Reuters.

Os Estados membros estariam limitados a mandatos de três anos, a menos que pagassem US$ 1 bilhão cada um para financiar as atividades do conselho e obter a condição de membro permanente, afirma a carta.

‘Isso simplesmente oferece associação permanente a países parceiros que demonstram profundo compromisso com ​a paz, ⁠a segurança ⁠e a prosperidade’, disse a Casa Branca em um post ‌no X.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em visita à Coreia do Sul, disse aos repórteres que seu país ‍estava ‘pronto para fazer a nossa parte’, embora não tenha ficado claro se ​ela estava ‌se referindo especificamente a Gaza ou à paz mais ‍ampla.

Continua depois da publicidade

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse no domingo que, em princípio, concordou com o Conselho de Paz de Trump para Gaza, embora os detalhes ainda estivessem sendo elaborados.