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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, prometeu nesta quarta-feira, 14, continuar libertando prisioneiros detidos durante o regime do ditador Nicolás Maduro, em sua primeira coletiva de imprensa desde que Maduro foi deposto pelos Estados Unidos no início deste mês.
Em um discurso para jornalistas no tapete vermelho do palácio presidencial, Rodríguez disse que o processo de libertação de prisioneiros havia começado sob o governo Maduro e “ainda não foi concluído”.

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“Esse processo permanece aberto”, afirmou, acrescentando que as libertações enviam uma mensagem de que a Venezuela está iniciando “um novo momento político que permite a compreensão da divergência e da diversidade política e ideológica”.
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Esse comentário aparentemente aludiu a detentos mantidos sob acusações que grupos de direitos humanos consideram politicamente motivadas. A principal organização de direitos dos presos da Venezuela, o Foro Penal, verificou a libertação de pelo menos 68 presos desde que o governo Rodríguez prometeu libertar um “número significativo” de detentos.
A medida foi vista como uma tentativa de atender às exigências de Washington.
O presidente Donald Trump endossou Rodríguez para ajudar a garantir o controle dos EUA sobre as vendas de petróleo da Venezuela. Ele ameaçou a venezuelana com uma “situação provavelmente pior do que a de Maduro”, que enfrenta acusações federais de tráfico de drogas em uma prisão do Brooklyn.
Ao apoiar Rodríguez, Trump deixou de lado María Corina Machado, a líder da oposição venezuelana que ganhou o Prêmio Nobel da Paz no ano passado por sua campanha para restaurar a democracia no país. Machado tem um encontro marcado com Trump na Casa Branca nesta quinta-feira.
*Fonte: Associated Press.