Kremlin diz que entrega de mísseis dos EUA à Ucrânia seria escalada grave no conflito

Porta-voz afirma que nova remessa de armamentos dos EUA exigirá resposta russa e critica postura agressiva do Ocidente e Kiev nas negociações

Estadão Conteúdo

Um míssil de ataque terrestre Tomahawk de demonstração é visto a bordo do HMS Artful, o terceiro submarino da classe Astute da Marinha Real, enquanto se aproxima da conclusão no estaleiro da empresa em Barrow-in-Furness, no norte da Inglaterra, em 13 de março de 2014. REUTERS/Phil Noble/FOTO DE ARQUIVO
Um míssil de ataque terrestre Tomahawk de demonstração é visto a bordo do HMS Artful, o terceiro submarino da classe Astute da Marinha Real, enquanto se aproxima da conclusão no estaleiro da empresa em Barrow-in-Furness, no norte da Inglaterra, em 13 de março de 2014. REUTERS/Phil Noble/FOTO DE ARQUIVO

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O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou, nesta quinta-feira, 2, que a eventual entrega de mísseis Tomahawk dos Estados Unidos à Ucrânia representaria uma escalada significativa no conflito com os russos.

“Se isso acontecer, será um novo e sério ciclo de tensão, que exigirá uma resposta adequada por parte da Rússia”, afirmou durante fala a jornalistas.

O porta-voz observou que, ainda que novos armamentos possam ser fornecidos, “nenhuma arma pode mudar radicalmente o curso dos acontecimentos”.

Ele acrescentou que o Ocidente já transferiu quase todos os tipos de sistemas militares disponíveis para Kiev e insinuou que, em momentos anteriores, até houve sugestões de envio de tecnologias nucleares.

“Disso ainda não falaram abertamente. O Reino Unido apenas insinuou. Disso eles até têm medo de falar. E ainda bem que eles têm esse medo”, disse.

Peskov também comentou o contexto político. “Os europeus assumiram uma posição bastante agressiva. Há uma pausa nas negociações, um horizonte incerto para sua continuidade e uma posição abstrata do regime de Kiev. Eles não querem continuar as negociações, não querem tentar chegar a nenhum acordo”, criticou, reforçando que Moscou pretende “manter a abertura ao diálogo”.