Juiz manda soltar criança de 5 anos e pai detidos pelo ICE nos EUA

Menino e pai foram levados de Minnesota para centro de detenção no Texas; decisão prevê liberação enquanto processo segue na Justiça

Equipe InfoMoney

Agentes do ICE estão ao lado de um menino, identificado por uma testemunha como Liam Conejo Ramos, de cinco anos, que, segundo autoridades escolares, foi detido em Minneapolis, Minnesota, EUA, em 20 de janeiro de 2026. Rachel James/via REUTERS
Agentes do ICE estão ao lado de um menino, identificado por uma testemunha como Liam Conejo Ramos, de cinco anos, que, segundo autoridades escolares, foi detido em Minneapolis, Minnesota, EUA, em 20 de janeiro de 2026. Rachel James/via REUTERS

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Um juiz federal determinou a liberação de Liam Conejo Ramos, de 5 anos, e de seu pai de um centro de detenção migratória no Texas, segundo decisão obtida pela emissora CNN. A ordem estabelece que ambos sejam soltos “o mais rápido possível” e, no máximo, até terça-feira, enquanto o caso de imigração tramita no sistema judicial.

Liam e o pai estavam detidos havia mais de uma semana no South Texas Family Residential Center, em Dilley, unidade destinada a famílias. Eles foram levados por agentes de imigração de uma entrada residencial em um subúrbio de Minneapolis e transferidos cerca de 1.300 quilômetros até o Texas.

O episódio ganhou repercussão após a divulgação de uma foto em que um agente aparece segurando a mochila do menino, o que intensificou críticas às operações de imigração conduzidas pelo governo Trump na região de Minneapolis. De acordo com o distrito escolar local, Liam é a quarta criança de sua rede a ser retirada por agentes migratórios em um intervalo de duas semanas. No fim de semana anterior, uma criança menor foi devolvida à mãe após ter sido detida e enviada ao Texas com o pai.

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O deputado democrata Joaquin Castro visitou o menino e o pai na unidade de detenção e afirmou que Liam estava “muito deprimido”. Segundo o parlamentar, o pai relatou que o filho vinha comendo pouco, dormindo mais do que o habitual e perguntando pela mãe e pelos colegas de escola.

Familiares e autoridades escolares acusaram os agentes de imigração de terem usado a criança para tentar localizar os pais. A superintendente do distrito escolar local afirmou que o menino foi orientado a bater à porta da casa para verificar se havia outros adultos no local. A presidente do conselho escolar disse ter presenciado a cena e relatou que o pai pedia para que a porta não fosse aberta, enquanto outro adulto se oferecia para ficar com a criança.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA apresentou uma versão diferente. Em publicações em redes sociais, o órgão afirmou que a mãe se recusou a assumir a custódia do filho, apesar de várias tentativas dos agentes. Segundo o departamento, o pai teria fugido no momento da abordagem, deixando a criança sozinha. O órgão também disse que os agentes seguiram o desejo do pai de manter o filho com ele e negou que crianças sejam usadas como “isca”.

Um dirigente do serviço de imigração afirmou que os agentes cuidaram do menino e tentaram reuni-lo à família, acrescentando que ele chegou a ser levado para fazer uma refeição.

De acordo com o advogado da família, Liam e os pais são do Equador e entraram legalmente nos Estados Unidos em dezembro de 2024, quando se apresentaram a autoridades de fronteira no Texas para solicitar asilo. O Departamento de Segurança Interna classificou o pai como imigrante ilegal, mas não apresentou histórico criminal. A defesa afirma que não há registros de antecedentes nem nos Estados Unidos nem no Equador.

(com CNN)