Israel cria tribunal que prevê pena de morte para envolvidos no ataque do Hamas

Parlamentares aprovaram projeto que permite a condenação à morte de palestinos pelo ataque de 2023, sob críticas de grupos de direitos humanos por falta de garantias legais

Estadão Conteúdo

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fala durante uma cerimônia em comemoração ao Dia da Lembrança de Israel para os soldados caídos, ou Yom HaZikaron, no Cemitério Militar no Monte Herzl, em Jerusalém - 21/04/2026 (Foto: Poos via REUTERS/Ilia Yefimovich)
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fala durante uma cerimônia em comemoração ao Dia da Lembrança de Israel para os soldados caídos, ou Yom HaZikaron, no Cemitério Militar no Monte Herzl, em Jerusalém - 21/04/2026 (Foto: Poos via REUTERS/Ilia Yefimovich)

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Parlamentares israelenses aprovaram na segunda-feira, 11, um projeto de lei que cria um tribunal especial com autoridade para condenar à morte palestinos que participaram do ataque liderado pelo Hamas em outubro de 2023. A ofensiva contra o território de Israel desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.

A medida passou por 93 votos a 0, o que reflete o apoio generalizado à punição dos responsáveis pelo que foi o ataque mais mortal da história de Israel, com mais de 1,2 mil vítimas. Os 27 parlamentares restantes estavam ausentes ou se abstiveram de votar.

Grupos de direitos humanos criticaram a medida, que facilitaria a imposição da pena de morte e eliminaria salvaguardas do direito a um julgamento justo. Os réus podem recorrer das sentenças, mas apenas em um tribunal de apelações especial, em vez de cortes regulares. Fonte: Associated Press.

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