Netanyahu: Israel quer iniciar conversas de paz com Líbano “o mais rápido possível”

Não houve resposta imediata ​do governo libanês aos comentários de Netanyahu

Reuters

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gesticula durante coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (não aparece na imagem), no Gabinete do Primeiro-Ministro, durante visita de Rubio, em Jerusalém, em 15 de setembro de 2025. REUTERS/Nathan Howard/Pool.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gesticula durante coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (não aparece na imagem), no Gabinete do Primeiro-Ministro, durante visita de Rubio, em Jerusalém, em 15 de setembro de 2025. REUTERS/Nathan Howard/Pool.

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JERUSALÉM, 9 Abr (Reuters) – O ⁠primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ⁠disse nesta quinta-feira que deu instruções ‌para que Israel inicie negociações de paz com o Líbano, que também incluiriam ‌o desarmamento do Hezbollah.

‘À luz dos repetidos pedidos do Líbano para abrir negociações diretas com Israel, instruí o gabinete ontem a iniciar negociações diretas com o ⁠Líbano ‌o mais rápido possível’, afirmou Netanyahu ⁠em um comunicado. ‘As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano.’

Não houve resposta imediata ​do governo libanês aos comentários de Netanyahu.

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Uma hora antes da declaração de ​Netanyahu, o presidente libanês, Joseph Aoun, disse que ‘a única solução para a situação no Líbano é conseguir um cessar-fogo entre Israel e o Líbano, ‌seguido de negociações diretas entre ​eles’.

Ele disse que está trabalhando em uma via diplomática sobre essa questão que estava começando a ⁠ser vista ‘positivamente’ ​por atores ​internacionais.

Israel lançou uma nova ofensiva contra o Hezbollah depois ⁠que a milícia apoiada ​pelo Irã começou a disparar contra Israel em 2 de março. Os ataques ​israelenses mataram cerca de 1.700 pessoas e desalojaram mais de um milhão, ​de acordo ⁠com as autoridades libanesas.

Pelo menos 400 combatentes do Hezbollah ⁠foram mortos, segundo fontes familiarizadas com o grupo, que disparou centenas de foguetes e drones contra Israel.