Irã reitera doutrina ‘olho por olho’ e diz que ataques contra o país serão retaliados

"Aqueles que contribuírem para tal agressão, qualquer que seja o tipo de apoio, também serão considerados alvos legítimos", disse o ministro de Relações Exteriores Abbas Araghchi
Chanceler iraniano Abbas Araqchi em Moscou
 17/12/2025   REUTERS/Ramil Sitdikov
Chanceler iraniano Abbas Araqchi em Moscou 17/12/2025 REUTERS/Ramil Sitdikov

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O ministro de Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, reafirmou nesta quarta-feira, 22, a doutrina de defesa “olho por olho” de Teerã, enfatizando que qualquer agressão contra o país persa, incluindo a infraestrutura, obrigará uma “resposta poderosa e decisiva”.

“Aqueles que contribuírem para tal agressão, qualquer que seja o tipo de apoio, também serão considerados alvos legítimos”, acrescentou ele na rede X.

Já o porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, chamou de vergonhosa a audiência de ontem do Congresso dos Estados Unidos do secretário da Guerra Pete Hegseth, sem que nenhuma pergunta tivesse sido feita sobre as dimensões humanas desta “guerra cruel”.

Em reunião nesta quarta com 25 embaixadores e encarregados de negócios europeus, o vice-ministro das Relações Exteriores e negociador do Irã, Kazem Gharibabadi, reforçou que o conflito não gera nenhum avanço estratégico para os EUA e apenas colocam em risco a paz e a segurança regional e global. “Além disso, espera-se que a Europa proteja a Carta das Nações Unidas e o direito internacional, e condene a agressão”, escreveu no X.

Segundo Gharibabadi, é necessário que os governos europeus prestem atenção ao fato de que disponibilizar bases e território “ao agressor os colocará na categoria de agressores”.

Por fim, o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês), Sardar Mahbi, alertou as empresas de navegação que a rota do ao sul do Estreito de Ormuz está minada. “Não caiam no engodo da América, a assassina de crianças”, pontuou na rede social.