Irã intercepta três petroleiros em Ormuz e exige autorização para travessia

A Guarda Revolucionária barrou as embarcações por usarem uma rota não autorizada, intensificando a pressão contra o corredor alternativo apoiado pela Organização Marítima Internacional para a saída de navios retidos no Golfo Pérsico

Estadão Conteúdo

Um navio no Estreito de Ormuz, ao largo da província de Musandam, em Omã, em 12 de abril de 2026. REUTERS
Um navio no Estreito de Ormuz, ao largo da província de Musandam, em Omã, em 12 de abril de 2026. REUTERS

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A televisão estatal do Irã informou nesta sexta-feira, 26, que três petroleiros estrangeiros foram interceptados após tentarem atravessar o Estreito de Ormuz por uma rota considerada “não autorizada” por Teerã. Segundo a emissora IRIB, as embarcações pretendiam utilizar o chamado corredor sul e foram obrigadas a alterar o curso em direção ao Golfo Pérsico após advertência da Marinha da Guarda Revolucionária (IRGC, na sigla em inglês).

Um repórter da emissora afirmou via Telegram que “a única autoridade legal” na região é a República Islâmica do Irã e a Marinha da Guarda Revolucionária.

Segundo o relato, a força naval notificou, por volta das 21h30 (de Brasília) de ontem, madrugada de sexta-feira no horário local no Irã, embarcações que operam no Golfo Pérsico e no Mar de Omã de que qualquer rota estabelecida sem coordenação com o Irã para cruzar o estreito é “ilegal, inaceitável e extremamente perigosa”.

A IRGC também declarou que apenas o corredor marítimo previamente definido por Teerã pode ser utilizado para a travessia e que os navios devem coordenar a passagem por um canal do rádio marítimo já determinado.

Ainda de acordo com a televisão estatal, embarcações que desrespeitarem a determinação poderão perder a cobertura de seguros, enquanto proprietários, operadores e comandantes serão responsabilizados pelas consequências de uma travessia considerada irregular.

As declarações ampliam a pressão do governo iraniano contra uma rota alternativa apoiada pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) para permitir a saída de navios retidos no Golfo Pérsico após o conflito entre Estados Unidos e Irã. Mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, advertiu que rotas criadas sem o aval de Teerã poderão ser “suspensas”.