Irã colocou cerca de uma dúzia de minas no Estreito de Ormuz, dizem fontes

O comando militar do Irã disse nesta quarta-feira que o mundo deve estar preparado para que o petróleo atinja US$200 ​por barril

Reuters

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O Irã instalou ⁠cerca de uma dúzia de ⁠minas no Estreito de Ormuz, disseram duas fontes ‌familiarizadas com o assunto, em uma ação que provavelmente vai complicar a reabertura da estreita via ‌navegável, uma importante rota para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito.

As exportações de petróleo e GNL através da estratégica região de estrangulamento ao longo da costa do Irã foram efetivamente interrompidas pela ⁠guerra ‌lançada há 12 dias pelos Estados Unidos ⁠e Israel, ajudando a impulsionar um aumento nos preços mundiais de energia.

O comando militar do Irã disse nesta quarta-feira que o mundo deve estar preparado para que o petróleo atinja US$200 ​por barril.

Segundo uma das fontes, as minas foram instaladas ‘nos últimos dias’ e a maioria de seus locais ​era conhecida. Mas a fonte se recusou a dizer como os EUA planejavam lidar com elas.

A CNN noticiou pela primeira vez a instalação de minas no estreito na terça-feira.

O Irã já vinha ‌ameaçando retaliar qualquer ataque militar ​por meio de minas no estreito, por onde cerca de um quinto do petróleo e do GNL do mundo passa em ⁠situações normais.

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A capacidade ​de Teerã ​de interromper o transporte marítimo pelo canal lhe dá uma enorme ⁠influência sobre os EUA e ​seus aliados.

As Forças Armadas dos EUA afirmam que têm como alvo as embarcações iranianas que colocam minas, eliminando ​16 delas na terça-feira. Mas, até o momento, a Marinha dos EUA se recusou ​a fornecer escoltas ⁠de proteção para navios comerciais que atravessam o estreito.

O presidente dos EUA, ⁠Donald Trump, exigiu na terça-feira que o Irã remova imediatamente quaisquer minas instaladas no estreito e disse que o país enfrentaria consequências militares não especificadas se não o fizer.