Irã avisa que “naturalmente” vai passar a cobrar pedágio no Estreito de Ormuz

Presidente do Parlamento diz que a rota não voltará ao padrão pré-guerra e que a cobrança será coordenada com Omã

Estadão Conteúdo

Uma imagem de drone mostra embarcações no Estreito de Hormuz, visto de Musandam, em Omã, em 15 de junho de 2026. REUTERS/Stringer
Uma imagem de drone mostra embarcações no Estreito de Hormuz, visto de Musandam, em Omã, em 15 de junho de 2026. REUTERS/Stringer

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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse nesta quarta-feira, 17 que o país “naturalmente” passará a cobrar por serviços no Estreito de Ormuz, segundo a mídia estatal iraniana. Ele afirmou ainda que a rota marítima não voltará às condições anteriores à guerra.

“Isso não significa agir contra as leis internacionais ou a navegação marítima”, declarou Ghalibaf à TV estatal, ao reiterar que o Irã tem soberania sobre o trecho e que cobrará um pedágio dos navios que cruzarem o estreito.

Ghalibaf afirmou que defende negociações sob o que chamou de “diplomacia da força” e declarou desconfiar dos Estados Unidos ao afirmar ter dito ao vice-presidente americano, JD Vance, que não tem “a mínima confiança” nele.

A agência Tasnim informou que Teerã coordenará medidas no Estreito de Ormuz com Omã, citando o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei. Segundo ele, os dois países “trocarão opiniões com outros quando necessário” e o tráfego será normalizado dentro de um prazo a ser definido, conforme as condições do acordo firmado com os Estados Unidos.