Irã adverte EUA e eleva tom após plano de escolta de navios presos no Estreito

Trump anunciou na véspera operação para escoltar navios presos no Estreito

Felipe Moreira

Um navio no Estreito de Ormuz, ao largo da província de Musandam, em Omã, em 12 de abril de 2026. REUTERS
Um navio no Estreito de Ormuz, ao largo da província de Musandam, em Omã, em 12 de abril de 2026. REUTERS

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O Irã alertou a Marinha dos Estados Unidos nesta segunda-feira (4) para não entrar no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás. A advertência veio após o presidente Donald Trump afirmar que o país começaria a ajudar a libertar navios retidos no Golfo Pérsico em meio à guerra entre EUA, Israel e o Irã. Com informações da Reuters.

Na véspera, Trump anunciou uma operação que batizou de “Project Freedom” (Projeto Liberdade) para escoltar a partir de hoje navios que estão presos com o fechamento do Estreito.

Trump relatou que vários países não envolvidos no conflito no Oriente Médio estão com navios presos na região e que essas embarcações estão com suprimentos de comida e provisões no fim. O presidente contou ainda que esses países pediram aos EUA que ajudassem a liberar seus navios e que eles são apenas espectadores neutros e inocentes.

Em resposta, as forças armadas iranianas alertaram as forças americanas para que se mantivessem fora do estreito e disseram que “responderão com dureza” a qualquer ameaça. Teerã também orientou navios mercantes e petroleiros a evitarem deslocamentos sem coordenação prévia com os militares iranianos.

“Já dissemos repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura de embarcações precisa ser coordenada com as forças armadas”, disse Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças iranianas.