Irã acusa EUA de recuo em acordo e ameaça não assinar, diz emissora

Fonte iraniana citada pela Al Jazeera aponta divergências sobre descongelamento de ativos e cessar-fogo no Líbano

Equipe InfoMoney

(Unsplash/mostafa-meraji)
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Autoridades iranianas sinalizaram uma mudança de tom nas negociações com os Estados Unidos, menos de 24 horas após Donald Trump afirmar que um acordo estava “em grande parte negociado”, segundo a emissora Al Jazeera.

De acordo com o correspondente Ali Hashem, uma fonte iraniana indicou que há sinais de recuo americano em dois pontos centrais das negociações: o mecanismo para descongelar ativos iranianos e o escopo do cessar-fogo no Líbano. Diante disso, Teerã teria comunicado aos mediadores que não assinará o acordo nos termos atuais.

“Uma fonte iraniana bem informada me diz que há sinais de recuo dos EUA em duas questões centrais: o mecanismo de descongelamento de ativos iranianos e o escopo de um cessar-fogo no Líbano”, escreveu Hashem em publicação no X.

Segundo o correspondente, embora o rascunho do acordo inclua um marco para um cessar-fogo no Líbano, Israel estaria pressionando Washington para inserir uma cláusula que permita operações militares libanesas sob a justificativa de resposta a “qualquer ameaça”. O Irã percebe essa movimentação como um afastamento de entendimentos mútuos anteriores, segundo a emissora.

Mais cedo, o The New York Times havia afirmado, citando um funcionário sênior da Casa Branca, que os EUA e o Irã haviam chegado a um acordo preliminar que previa a reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, pouco depois, Trump afirmou que não tem pressa para selar um acordo, e, mais tarde, reforçou que o entendimento “nem chegou a ser totalmente negociado ainda”.

Enquanto isso, novos ataques israelenses foram registrados na cidade de Arab Salim, no Líbano, matando ao menos duas pessoas e ferindo outras 10. O ataque ocorreu após um outro ataque aéreo que “destruiu” o centro de defesa civil na cidade de Nabatieh, disseram autoridades de saúde.

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