Insurgentes do Mali emboscam comboio militar; fonte afirma que mais de 50 morreram

Incidente ocorreu no sábado entre Anefis e a cidade de ​Gao, no norte

Reuters

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BAMAKO, 20 Jul (Reuters) – Militantes ligados ⁠à Al-Qaeda e a um grupo ⁠separatista liderado por tuaregues emboscaram um comboio militar no ‌norte do Mali no fim de semana, e uma fonte próxima aos rebeldes afirmou que mais de 50 ‌soldados e combatentes russos aliados foram mortos e outros foram feitos reféns.

Esse foi o mais recente de uma série de ataques cada vez mais intensos dos dois grupos, que uniram forças em abril para realizar ataques em todo ⁠o ‌país e que resultaram na morte do ministro ⁠da Defesa e atingiram o aeroporto da capital Bamako. Eles lançaram uma segunda onda neste mês com o objetivo de tomar a cidade de Anefis.

O incidente ocorreu no sábado entre Anefis e a cidade de ​Gao, no norte, de acordo com declarações das Forças Armadas do Mali, da Frente de Libertação do ​Azawad e do grupo Jama’at Nusrat al-Islam wal Muslimin, ligado à Al-Qaeda.

As forças armadas do Mali informaram que a emboscada aconteceu na região de Tabrichat e foi seguida por ataques aéreos de retaliação que mataram pelo ‌menos 20 insurgentes.

O comunicado da Frente ​de Libertação do Azawad afirmou que “dezenas” de soldados malineses e membros do Corpo Africano, grupo paramilitar russo, foram “neutralizados” e que houve danos materiais ⁠consideráveis.

Uma fonte próxima ​à Frente afirmou ​que mais de 50 combatentes pró-governo foram mortos. A Reuters não conseguiu ⁠confirmar de forma independente o ​número de mortos.

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O grupo Jama’at Nusrat al-Islam wal Muslimin divulgou imagens na internet que pareciam mostrar soldados se rendendo após a ​emboscada, com as mãos atrás da cabeça, bem como rebeldes atirando em alguns de seus prisioneiros. ​A Reuters não ⁠verificou as imagens de forma independente.

Até o momento, as forças armadas mantêm ⁠o controle de Anefis.

A escalada da violência representa uma ameaça ao governo militar do Mali, que assumiu o poder por meio de golpes de Estado em 2020 e 2021 e prometeu melhorar a segurança nesse país sem litoral do ​Sahel.