Incêndio no Monte Vesúvio fecha acesso a turistas e ameaça floresta na Itália

Fogo já destruiu 500 hectares no parque nacional

Marina Verenicz

REUTERS/Giuseppe Carotenuto
REUTERS/Giuseppe Carotenuto

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O Monte Vesúvio, um dos destinos turísticos mais visitados da Itália, foi fechado para visitantes neste fim de semana devido a um incêndio florestal que atinge suas encostas desde sexta-feira (8).

Localizado próximo a Nápoles, o vulcão é famoso por ter soterrado a cidade de Pompeia em 79 d.C. e, em 2024, atraiu quase 620 mil turistas à sua cratera.

Segundo autoridades da região da Campânia, o fogo já consumiu cerca de 500 hectares e afeta principalmente o Monte Somma, conhecido por sua vegetação densa. O acesso a todas as trilhas do Parque Nacional está suspenso “por razões de segurança e para facilitar as operações de combate às chamas e limpeza das áreas atingidas”.

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O combate ao incêndio envolve 12 equipes em solo, seis aviões e barreiras criadas pelo Exército. Reforços foram enviados de outras regiões e drones monitoram a propagação do fogo. A fumaça já pode ser vista de Pompeia, que segue aberta a turistas.

Autoridades afirmam que as altas temperaturas e ventos fortes, somados à presença de agulhas de pinheiro no solo, dificultam o controle das chamas. O Ministério Público local abriu investigação para apurar a origem do incêndio.

Incêndios na Europa

A crise no Vesúvio reflete um cenário mais amplo na Europa, que enfrenta ondas de calor cada vez mais intensas devido ao aquecimento global. Segundo o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas, junho foi o mais quente da história recente no continente, com temperaturas típicas de julho e agosto.

No domingo, a Espanha evacuou mais de 1.000 pessoas na região de Las Medulas, Patrimônio Mundial da UNESCO, devido à propagação das chamas.

Na França, 1.400 bombeiros atuaram no maior incêndio florestal registrado no país em décadas, no sul da região de Aude.