Hotel Ibis incendeia por seis dias em Málaga e desafia Corpo de Bombeiros na Espanha

Chamas iniciaram na madrugada de segunda-feira, dia 25, e não foram completamente apagadas até este sábado

Jonathas Costa

Foto: Reprodução X / @AltRightEspan
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Um incêndio de grandes proporções atinge o edifício de um hotel na cidade de Málaga, na região costeira do sul Espanha, há seis dias. Equipes de resgate trabalham no Hotel Ibis Málaga City Center e o Le Grand Café, sob operações contínuas de combate e rescaldo desde a madrugada de segunda-feira (25).

Neste sábado (30), as chamas voltaram a ganhar força e exigiram novos bloqueios em toda a região, com o reforço das equipes e de equipamentos para atuar no combate às chamas.

O fogo teve início na segunda-feira nas dependências do café localizado no térreo do prédio e se alastrou para o hotel. Os alarmes foram acionados, o plano de autoproteção entrou em vigor e cerca de 100 hóspedes foram evacuados, sem registro de feridos.

Na terça-feira (26), as chamas voltaram a ganhar força à tarde, repetindo o padrão da véspera, conforme reportagem publicada pelo ABC de Sevilla. O jornal relatou que, após mais de 70 horas de trabalho, os bombeiros concentravam-se no resfriamento interno, com possibilidade de emissões pontuais de fumaça nos dias seguintes, e que a Polícia Científica havia iniciado os trabalhos para apurar as causas.

Uma primeira vistoria técnica da Gerência Municipal de Urbanismo, realizada com apoio do Corpo de Bombeiros, chegou a classificar o fogo como controlado e praticamente extinto durante a semana e a limpeza de áreas da estrutura chegou a ser iniciada.

Na sexta-feira (29), contudo, passadas mais de 100 horas do início do sinistro, o incêndio ainda não estava totalmente extinto, com brasas consumindo materiais em áreas internas.

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Segundo o Sindicato Andaluz de Bombeiros, não havia perigo imediato, mas a situação estaria longe de estar controlada: “Isto pode ficar ardendo muito tempo, ainda há quartos fumegando”. Forros e elementos de madeira nas lajes das habitações dificultaram o avanço dos trabalhos de combate às chamas pelo interior do prédio.

Segundo as autoridades, o risco de colapso interno limitou o uso de câmeras térmicas por dentro do prédio e levou ao predomínio do combate externo. Um bombeiro chegou a ficar pendurado quando parte do piso cedeu em uma das lajes superiores, fato que precipitou a mudança de tática.

Ao longo da semana, os bombeiros chegaram a descarregar mais de cinco mil litros de água por minuto para conter as chamas, que atravessaram as quatro pavimentações do hotel e alcançaram a cobertura.