Hostilidades no Líbano se intensificam; Israel desafia acordo entre EUA e Irã

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu cobrar um preço alto do grupo libanês após a morte de quatro soldados israelenses em combate

Reuters

Fumaça no sul do Líbano após explosão 10 de junho de 2026 REUTERS/Ammar Awad
Fumaça no sul do Líbano após explosão 10 de junho de 2026 REUTERS/Ammar Awad

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BEIRUTE/JERUSALÉM, 19 Jun (Reuters) – Combates entre Israel e o ⁠Hezbollah no sul do Líbano se intensificaram drasticamente durante a madrugada, com ‌mais de 18 pessoas mortas em ataques israelenses e quatro soldados israelenses mortos em um dos ataques mais letais perpetrados pelo grupo apoiado pelo Irã durante esta ‌guerra.

A violência não deu sinais de abrandamento, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu na sexta-feira “cobrar um preço muito alto” do Hezbollah pela morte dos quatro soldados.

Paris instou Washington a pressionar Israel para que cesse as hostilidades no Líbano, onde a intensificação da violência colocou sob tensão um acordo provisório entre os Estados Unidos e ⁠o ‌Irã para suspender a guerra mais ampla no Oriente Médio.

O acordo exige que EUA, ⁠Irã e seus aliados declarem o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. A violência diminuiu significativamente no início desta semana, mas voltou a se intensificar desde então.

A liderança de Israel prometeu continuar a ocupação do Líbano, desafiando o acordo entre EUA e ​Irã, que exige que a soberania do Líbano seja respeitada.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as ​forças israelenses permanecerão no sul do Líbano “da costa do Mediterrâneo até as alturas de Beaufort”.

Em entrevista à televisão israelense, Katz acrescentou que o objetivo militar mais importante é manter o controle do território.

Ele afirmou que as Forças Armadas israelenses estavam destruindo vilarejos nas áreas que ocupavam e que nunca permitiriam que as pessoas ‌voltassem para suas casas.

“Os 200 mil moradores que viviam ​na zona de segurança não vão voltar. Nenhum deles vai voltar”, disse Katz.

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O Ministério da Saúde do Líbano informou que 18 pessoas foram mortas e 33 ficaram feridas em intensos ataques aéreos em ⁠11 cidades desde a meia-noite, ​e que os bombardeios ​estavam impedindo os esforços de resgate e retirada. O ministério afirmou que o número de vítimas deve aumentar.

Em ⁠um dos locais atingidos — a vila de ​Harouf, a nordeste da cidade de Tiro —, sete pessoas morreram e acredita-se que muitas outras estejam soterradas sob os escombros, informaram fontes do Ministério da Saúde à Reuters.

Israel afirmou ter ​realizado ataques contra o que descreveu como agentes e infraestrutura do Hezbollah em várias áreas do sul, alegando que se tratava de uma ​resposta às repetidas violações ⁠do cessar-fogo por parte do grupo apoiado pelo Irã.

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O Hezbollah negou ter violado o cessar-fogo e acusou Israel ⁠de violar repetidamente os termos do acordo, incluindo o acordo entre os EUA e o Irã. O comunicado acusou as forças israelenses de realizar ataques que mataram civis, destruíram casas e infraestrutura e de continuar suas incursões terrestres em partes do sul do Líbano.

(Reportagem de Jana Choukeir e Eman Abouhassira em Dubai, Maya Gebeily e Nazih Osseiran em ​Beirute)