Publicidade
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, teria ordenado que fuzileiros navais eliminassem todos os ocupantes de um barco suspeito de tráfico de drogas durante o primeiro ataque da atual campanha militar no Caribe, realizado em setembro. A informação foi divulgada pelo Washington Post com base em fontes diretas da operação.
Segundo o jornal, Hegseth deu um comando verbal claro: “matar todo mundo”. O ataque começou com o disparo de um míssil contra a embarcação perto da costa de Trinidad, que explodiu e pegou fogo rapidamente. Minutos depois, ao acompanharem o ataque por imagens de drone, os comandantes identificaram dois sobreviventes agarrados aos destroços.

Lança do Sul: O que se sabe sobre a operação dos EUA na América Latina
Ação autorizada por Trump amplia presença militar no Caribe e mira Venezuela em meio à escalada de tensões

Trump anuncia, em rede social, que espaço aéreo da Venezuela foi totalmente fechado
A postagem vem em meio à crescente presença militar dos EUA no Caribe e no Pacífic
Segundo os relatos, o comandante das Operações Especiais responsável pela missão ordenou um segundo ataque, que teria matado os dois homens no mar. As fontes afirmam que o objetivo era impedir qualquer resgate.
A administração Trump divulgou apenas um trecho do ataque: um vídeo curto que mostra a primeira explosão, mas omite o segundo disparo. Segundo uma das fontes ouvidas pelo jornal, a divulgação completa do material “horrorizaria” a opinião pública.
O ataque do dia 2 de setembro inaugurou uma série de operações contra embarcações classificadas pelo governo como “narcoboats”. Desde então, outras ações foram registradas no Atlântico e no Pacífico, incluindo casos em que alguns sobreviventes foram capturados ou resgatados por guardas-costeiras locais.
O Pentágono negou toda a narrativa. Em nota, o porta-voz Sean Parnell afirmou que a reportagem é “completamente falsa” e defendeu que as operações têm sido “um sucesso retumbante” no combate ao tráfico internacional.
Continua depois da publicidade