Guia dado como morto no Everest é encontrado com vida após 6 dias sem mantimentos

Por seis dias, não houve contato por rádio nem sinal de Hillary Dawa Sherpa, de 52 anos

Amanda Garcia

Temba Tsheri Sherpa/Facebook
Temba Tsheri Sherpa/Facebook

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Um guia sherpa de escalada que se acreditava ter morrido no alto do Monte Everest foi encontrado rastejando de volta ao Campo Base após passar quase uma semana na montanha sem comida ou oxigênio.

De acordo com a CNN, por seis dias não houve contato por rádio nem sinal de Hillary Dawa Sherpa, de 52 anos, que havia sido visto pela última vez em 29 de maio descansando acima do Campo 3, localizado a 7.060 metros de altitude.

Ele se separou de seu cliente e da equipe de escalada, que já haviam descido e faziam parte do último grupo no Everest antes do encerramento da temporada. As escadas sobre a Cascata de Gelo Khumbu, instaladas pelos sherpas para ajudar os alpinistas a atravessar a parte mais perigosa da subida, já haviam sido desmontadas, segundo uma empresa de montanhismo.

Com Hillary Dawa sozinho na montanha mais alta do mundo e em condições perigosas por tanto tempo, sua família já havia iniciado os ritos funerários para ele.

A tragédia deu espaço à alegria na última quinta-feira (4), quando uma equipe o avistou rastejando pela cascata de gelo, exausto e com queimaduras de frio, mas vivo.

“Quando ouvimos falar pela primeira vez sobre isso (o resgate), não podíamos ter certeza de que aquela pessoa era realmente nosso pai”, disse a filha de Hillary Dawa, Mendo Lhamu, à Associated Press. “Então, para confirmar, pedimos que enviassem fotos e só então tivemos certeza e ficamos muito felizes.”

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Ele recebeu comida e água e foi levado de helicóptero para um hospital na capital nepalesa, Katmandu, onde foi tratado por queimaduras de frio e outras complicações, segundo a agência de notícias Reuters.

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