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Israel bombardeou Beirute na sexta-feira depois de ordenar uma retirada sem precedentes de todos os subúrbios do sul da capital libanesa, uma grande expansão da guerra contra o Irã que começou há uma semana ao lado dos Estados Unidos.
Na noite da quinta-feira (5), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Peter Hegseth, disse que os “bombardeios contra o Irã estão prestes a aumentar dramaticamente”.
Em uma aparente escalada de seus próprios objetivos de guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu o direito de ajudar a escolher o próximo líder supremo do Irã, sucessor do aiatolá Ali Khamenei, morto por bombas israelenses no primeiro dia da guerra.
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Israel estendeu seus bombardeios ao Líbano para erradicar o Hezbollah, milícia xiita aliada ao Irã que tem sido uma facção dominante na política libanesa desde a década de 1980. O Hezbollah disparou contra Israel nesta semana para vingar a morte de Khamenei.

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Explosões e clarões iluminaram o céu noturno sobre os subúrbios ao sul de Beirute. Os militares israelenses disseram que realizaram 26 ondas de ataques durante a noite, com alvos que incluem centros de comando do Hezbollah e instalações de armazenamento de armas.
“Estamos dormindo aqui nas ruas – alguns em carros, outros na rua, outros na praia”, disse Jamal Seifeddin, 43 anos, que fugiu dos subúrbios do sul de Beirute e passou a noite nas ruas do centro da capital. “Nunca dormi assim no chão. Fui forçado a isso. Ninguém trouxe sequer um cobertor.”
Israel interveio no Líbano várias vezes ao longo de décadas, mais recentemente em uma campanha de bombardeio que enfraqueceu seriamente o Hezbollah em 2024. Mas a ferocidade dos ataques de sexta-feira parecia ter poucos precedentes, mesmo na longa história de guerra na capital libanesa.
Israel ordenou que os moradores deixassem toda a seção sul de Beirute, onde vivem centenas de milhares de pessoas. Durante as campanhas anteriores, havia ordenado apenas retiradas menores de áreas específicas.
Juntamente com o bombardeio de Beirute, Israel lançou uma nova onda de ataques contra o Irã, dizendo que tinha como alvo a infraestrutura da capital Teerã.
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Dentro de Israel, era possível ouvir explosões quando as defesas israelenses eram ativadas para abater os disparos iranianos que chegavam. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã disse que havia lançado uma operação combinada de mísseis e drones visando locais no coração de Tel Aviv.
Durante a noite, drones iranianos também atacaram a base aérea norte-americana de Al Udeid, no Catar, a maior base dos EUA no Oriente Médio, segundo autoridades do Catar. Não houve registro de vítimas.
“Vamos ter que escolher essa pessoa”, diz Trump
Ao insistir no direito de ajudar a escolher o próximo líder do Irã — que deverá ser um clérigo muçulmano xiita sênior selecionado por um painel de especialistas religiosos — Trump fez sua exigência mais explícita de controle sobre um país de mais de 90 milhões de pessoas.
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Os comentários podem dificultar o fim rápido da guerra em um acordo que deixaria o sistema de governo clerical do Irã em vigor.
‘Teremos que escolher essa pessoa junto com o Irã. Teremos que escolher essa pessoa’, afirmou Trump na quinta-feira em uma entrevista por telefone à Reuters.
Israel disse abertamente que quer derrubar o sistema governamental do Irã. Washington tem sido mais circunspecta, dizendo que seu objetivo é eliminar a capacidade do Irã de projetar força além de suas fronteiras, ao mesmo tempo em que convida os iranianos a se levantarem e derrubarem seu governo.
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Não houve resposta imediata do Irã às falas de Trump. O Irã classificou a guerra como um ataque não provocado e descreve a morte de seu líder, Khamenei, como um assassinato.
O Irã diz que o painel que escolherá o novo líder está realizando seu trabalho.
Inicialmente, as autoridades iranianas afirmaram que o novo líder poderia ser escolhido em breve e que o principal candidato era o filho de Khamenei, Mojtaba, um poderoso linha-dura. Mas os planos para uma rápida sucessão dinástica podem ter sido interrompidos desde que um período de três dias de luto por Khamenei foi adiado indefinidamente na quarta-feira.
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(com Reuters e Estadão Conteúdo)