Guarda baleado em Washington faz sinal de “joia”, mas continua em estado grave

Andrew Wolfe, ferido em ataque de atirador em Washington, respondeu a estímulos médicos, enquanto autoridades investigam motivações do suspeito afegão

Reuters

Memorial improvisado no local onde dois membros da Guarda Nacional foram baleados em Washington, EUA
1º de dezembro de 2025
REUTERS/Aaron Schwartz
Memorial improvisado no local onde dois membros da Guarda Nacional foram baleados em Washington, EUA 1º de dezembro de 2025 REUTERS/Aaron Schwartz

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O sobrevivente da Guarda Nacional baleado por um atirador na semana passada perto da Casa Branca fez sinal de “joia” com o polegar para a equipe médica quando lhe perguntaram se ele podia ouvi-los e também mexeu os dedos dos pés em resposta, disse o governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, nesta segunda-feira.

Morrisey disse que Andrew Wolfe, de 24 anos, um dos dois membros da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental baleados na quarta-feira, continua em estado grave.

“Andrew ainda está lutando por sua vida”, disse Morrisey a jornalistas em uma coletiva de imprensa. “Andrew precisa de orações.”

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Sarah Beckstrom, de 20 anos, a outra integrante da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental baleada na semana passada, morreu na quinta-feira.

Os dois foram destacados para Washington após o presidente dos EUA, Donald Trump, enviar forças da Guarda Nacional para a capital em agosto.

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, disse no domingo que o suspeito do tiroteio, o afegão Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, radicalizou-se após a mudança dele e de sua família para os EUA, em 2021.

Lakanwal, que enfrenta homicídio em primeiro grau e outras acusações, foi baleado e ferido durante o ataque.

Ele se mudou para os EUA por meio de um programa do governo Biden que reassentou cerca de 70.000 afegãos que ajudaram os EUA durante a guerra de 20 anos em sua terra natal. Os EUA se retiraram em 2021, quando o Talibã assumiu o controle.

Lakanwal, que fazia parte de uma unidade apoiada pela CIA no Afeganistão, recebeu asilo de Trump.

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Em resposta ao tiroteio, Trump anunciou a interrupção da migração de “países do Terceiro Mundo” e determinou que os EUA parem de processar vistos para cidadãos afegãos.

Os investigadores, que buscam o motivo do ataque de Lakanwal, disseram que ele atravessou o país de carro a partir de sua casa no Estado de Washington e atirou contra os dois guardas com um revólver Magnum .357, antes de ser ferido por outros soldados.

Morrisey, um republicano, defendeu nesta segunda-feira a missão da Guarda Nacional em Washington, D.C., e em outras cidades administradas por democratas, o que, para críticos, figura como uma ação politizada de Trump. O governador afirmou que todos os 170 membros da guarda da Virgínia Ocidental que estão na capital se ofereceram para a missão.

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“Eles estão se voluntariando porque acreditam na missão”, disse Morrisey.

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