Groenlândia escolhe Dinamarca em vez dos EUA, diz primeiro-ministro da ilha

A fala ocorre em meio à ofensiva de Donald Trump, presidente dos EUA, para adquirir a ilha

Reuters

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COPENHAGUE, ‍13 ⁠Jan (Reuters) – A ‍Groenlândia escolhe a ‌Dinamarca em vez ‌dos Estados ‌Unidos, disse o ‌primeiro-ministro da ​ilha ártica, Jens-Frederik Nielsen, em ​uma ⁠coletiva ⁠de imprensa ‌em Copenhague ‍nesta terça-feira.

A fala ocorre em meio à ofensiva de Donald Trump, presidente dos EUA, para adquirir a ilha. O presidente americano lançou pela primeira vez a ideia de uma aquisição da Groenlândia pelos EUA em 2019, durante seu primeiro mandato, embora enfrente oposição em Washington, inclusive dentro de seu próprio partido.

Embora a Dinamarca tenha governado a Groenlândia por séculos, o território tem se movido gradualmente em direção à independência desde 1979, uma meta compartilhada por todos os partidos políticos eleitos para o Parlamento da ilha.

O ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, disse que participará de uma reunião com o secretário-geral da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, em Bruxelas, na segunda-feira da próxima semana, para discutir a segurança do Ártico, juntamente com Motzfeldt, da Groenlândia.

A Dinamarca planejou uma presença militar maior na Groenlândia, com outros países da Otan participando de exercícios e treinamentos em 2026, disse o ministro da Defesa.

“Tem sido uma prioridade dinamarquesa nos últimos anos ter uma discussão dentro da Otan, mas não menos importante, também obter maior atenção da Otan em relação às questões relativas à presença da Otan no Ártico e em torno dele”, disse Poulsen.

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