Governo Trump vai acabar com proteções trabalhistas para 50 mil funcionários federais

Medida permite retirar proteções trabalhistas de até 50 mil funcionários de carreira enquanto grupos sindicais prometem retomar ações judiciais contra a nova regra

Reuters

Foto oficial da Casa Branca feita por Shealah Craighead
Foto oficial da Casa Branca feita por Shealah Craighead

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WASHINGTON, 5 ‍Fev (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, ⁠Donald Trump, terá mais poder para contratar ‍e demitir até 50.000 funcionários federais de carreira em uma reforma do sistema de serviço ‌público do governo anunciada por seu governo nesta quinta-feira.

A reforma, divulgada pelo Escritório de Gestão de Pessoal (OPM, na sigla em inglês), cumpre a promessa de campanha de Trump de retirar as ‌proteções trabalhistas dos funcionários federais considerados pela ‌equipe do presidente como influenciadores da política governamental.

É a maior mudança nas regras que regem o serviço público em mais de um século e tem como alvo funcionários ‌que o governo considera que minam as prioridades do presidente. Trump chamou a reforma ​de ‘Schedule F’ durante seu primeiro mandato.

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‘Não é possível administrar uma organização se as pessoas se recusam a cumprir os objetivos e ordens legítimas da administração’, disse o diretor do OPM, Scott Kupor, principal autoridade de recursos humanos do governo.

A regra será analisada por um juiz federal.

Sindicatos de funcionários federais e seus aliados entraram ​com uma ⁠ação judicial ⁠em janeiro para impedir a política antes que ela fosse totalmente ‌desenvolvida. Juízes federais suspenderam o litígio enquanto o governo Trump finalizava as mudanças. A contestação judicial será retomada nos próximos ‍dias, disse Skye Perryman, da Democracy Forward, um dos grupos por trás da ​ação.

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‘Voltaremos ao tribunal ‌para impedir essa regra ilegal e usaremos todas as ferramentas ‍legais disponíveis para responsabilizar esta administração’, disse ela em um comunicado.

Trump terá o poder de selecionar quais cargos federais perderão suas proteções trabalhistas, de acordo com a política divulgada nesta quinta-feira.

(Reportagem de Courtney Rozen)