Gerente de bar suíço onde 40 morreram em incêndio de Ano Novo é detido

Homem foi preso por risco de fuga durante investigação sobre falhas de segurança que levaram à tragédia em Crans-Montana

Bloomberg

Equipes de emergência trabalham no local de uma explosão e incêndio no bar Le Constellation, onde várias pessoas morreram e outras ficaram feridas após uma explosão durante uma festa lotada de véspera de Ano Novo, segundo a polícia suíça, no luxuoso resort de esqui de Crans-Montana, no sudoeste da Suíça, 1º de janeiro de 2026. REUTERS/Denis Balibouse
Equipes de emergência trabalham no local de uma explosão e incêndio no bar Le Constellation, onde várias pessoas morreram e outras ficaram feridas após uma explosão durante uma festa lotada de véspera de Ano Novo, segundo a polícia suíça, no luxuoso resort de esqui de Crans-Montana, no sudoeste da Suíça, 1º de janeiro de 2026. REUTERS/Denis Balibouse

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Um dos dois gerentes do bar onde ocorreu um incêndio fatal que matou 40 pessoas no resort suíço de Crans-Montana foi preso após interrogatório.

O homem foi considerado risco de fuga “em vista de suas declarações, seu histórico de vida e sua situação na Suíça e no exterior”, e por isso foi colocado em detenção, informou o Ministério Público do cantão de Valais, onde fica Crans-Montana, em comunicado na sexta-feira.

A mulher que administra o negócio com ele não foi considerada risco suficiente de fuga, devido ao seu “histórico e vínculos pessoais”, e por isso medidas alternativas foram aplicadas, disseram os promotores. O casal, originalmente da Córsega segundo vários veículos de imprensa, administrava o bar há cerca de uma década.

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Os promotores afirmaram que a investigação está em andamento e que ambos têm direito à presunção de inocência.

Eles são investigados por supostas falhas na segurança contra incêndios. As possíveis acusações incluem homicídio e lesão corporal por negligência. O fogo parece ter sido provocado por fogos de artifício segurados em garrafas de champanhe, que incendiaram espuma acústica altamente inflamável no teto.

Há também controvérsia sobre as autoridades locais responsáveis pela fiscalização da segurança contra incêndios. Oficiais admitiram que o bar não era inspecionado desde 2019.

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Em pronunciamento na sexta-feira, o presidente suíço Guy Parmelin afirmou que é “uma responsabilidade moral, assim como um dever do Estado” investigar minuciosamente o que deu errado e punir os responsáveis pelas violações.

Ele participava de uma cerimônia em homenagem às vítimas do incêndio, parte do dia de luto nacional na Suíça.

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