Genro de opositor de Maduro é condenado a 30 anos de prisão na Venezuela, diz família

Rafael Tudares, genro de Edmundo González Urrutia, foi sentenciado pelo governo de Nicolás Maduro em julgamento denunciado como "clandestino, inumano e repleto de irregularidades"

Gabriel Garcia

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, segura seus óculos durante uma coletiva de imprensa, em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos devido ao envio de navios de guerra americanos no sul do Caribe e águas próximas, que, segundo autoridades dos EUA, tem como objetivo enfrentar ameaças dos cartéis de drogas latino-americanos, em Caracas, Venezuela, 1º de setembro de 2025. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, segura seus óculos durante uma coletiva de imprensa, em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos devido ao envio de navios de guerra americanos no sul do Caribe e águas próximas, que, segundo autoridades dos EUA, tem como objetivo enfrentar ameaças dos cartéis de drogas latino-americanos, em Caracas, Venezuela, 1º de setembro de 2025. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

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Rafael Tudares Bracho, genro do ex-candidato à presidência da Venezuela, Edmundo González Urrutia, foi condenado a 30 anos de prisão após um processo judicial que sua família denuncia como “clandestino, inumano e repleto de irregularidades” comandado pelo governo de Nicolás Maduro.

A sentença foi proferida após uma única audiência de mais de 12 horas, sem acesso a uma defesa independente e com o processo mantido sob sigilo desde setembro, segundo comunicado divulgado por sua esposa, Mariana González de Tudares.

A família de Tudares afirma que ele esteve em situação de desaparecimento forçado durante 11 meses, sem contato regular com seu advogado de confiança, e que a acusação baseou-se em uma suposta associação com uma pessoa desconhecida, sem provas concretas.

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Mariana destacou que a condenação é uma retaliação política motivada exclusivamente pelo vínculo familiar com o líder opositor, ressaltando que Rafael é inocente das acusações de conspiração e outros crimes graves.

Edmundo González Urrutia classificou a sentença como arbitrária e parte de uma estratégia sistemática do regime chavista para intimidar opositores e seus familiares.

Ele denunciou a violação de princípios constitucionais e tratados internacionais, ressaltando que o uso do sistema judicial para punir parentes de adversários políticos evidencia a fragilidade do regime e a confusão entre poder e impunidade.