Funcionários da Disney receberam ameaças de morte antes de suspensão de Jimmy Kimmel

Apresentador ironizou republicanos ligados ao movimento MAGA e recusou retratação, o que levou à decisão da empresa

Estadão Conteúdo

Signs read "Jimmy Kimmel Live" at the El Capitan Entertainment Centre, where "Jimmy Kimmel Live!" is recorded for broadcast, on Hollywood Boulevard in Los Angeles, California, U.S. September 17, 2025. REUTERS/Daniel Cole
Signs read "Jimmy Kimmel Live" at the El Capitan Entertainment Centre, where "Jimmy Kimmel Live!" is recorded for broadcast, on Hollywood Boulevard in Los Angeles, California, U.S. September 17, 2025. REUTERS/Daniel Cole

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A suspensão do Jimmy Kimmel Live! não foi resultado apenas de críticas públicas. Segundo informações divulgadas pelo site The Hollywood Reporter, funcionários da Disney tiveram seus e-mails expostos e chegaram a receber ameaças de morte após comentários feitos pelo apresentador em seu programa.

Na segunda-feira, 15, durante o monólogo de abertura, Kimmel ironizou republicanos ligados ao movimento MAGA que tentavam se afastar do acusado de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk. A declaração desencadeou uma forte reação nas redes sociais e se intensificou após a participação do presidente da FCC (Comissão Federal de Comunicação), Brendan Carr, em um podcast conservador.

Pressão sobre a Disney

Com a repercussão, grupos de afiliadas da emissora ABC e patrocinadores começaram a questionar a manutenção do programa. A Sinclair exigiu que o apresentador se retratasse e suspendeu a exibição do programa. Em paralelo, executivos da Disney passaram a discutir com Kimmel como ele trataria o assunto em edições seguintes.

De acordo com fontes, a emissora esperava um posicionamento que reduzisse a tensão, mas Kimmel teria planejado reforçar sua defesa, sem pedir desculpas. A perspectiva aumentou o receio de que a situação se agravasse, levando a novas pressões.

Decisão final

Na quarta-feira, 17, com 66 das cerca de 200 afiliadas da ABC já dispostas a não transmitir o programa, a decisão de suspender a atração foi tomada por Bob Iger, CEO da Disney, e Dana Walden, chefe de entretenimento da empresa. O anúncio foi feito pouco antes da gravação, quando o público já aguardava a entrada no estúdio.

Nem Kimmel nem a Disney comentaram oficialmente o episódio. Internamente, executivos avaliam possibilidades de retorno do programa, mas condicionam o futuro da atração à disposição do apresentador em adotar um tom mais conciliador, além da aceitação das afiliadas.

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