França: governo de Lecornu sobrevive a votos de desconfiança sobre acordo Mercosul-UE

A moção do La France Insoumise, apresentada pela política Mathilde Panot e outros 57 colegas, precisava de uma maioria de 288 votos, mas obteve 256

Estadão Conteúdo

Sébastien Lecornu chega ao Palácio do Eliseu no dia da cúpula da "Coalizão dos Dispostos", em Paris, França, 4 de setembro de 2025. REUTERS/Sarah Meyssonnier
Sébastien Lecornu chega ao Palácio do Eliseu no dia da cúpula da "Coalizão dos Dispostos", em Paris, França, 4 de setembro de 2025. REUTERS/Sarah Meyssonnier

Publicidade

O governo do primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, sobreviveu a dois votos de desconfiança nesta quarta-feira, 14, de acordo com documento da Assembleia Nacional francesa. As moções de censura foram apresentadas pelos partidos de extrema-direta e extrema-esquerda em decorrência do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

A moção do La France Insoumise, apresentada pela política Mathilde Panot e outros 57 colegas, precisava de uma maioria de 288 votos, mas obteve 256.

Já a feita pelo partido Rassemblement National, com liderança de Marine Le Pen, obteve 142 votos favoráveis, abaixo do mínimo necessário de 288.

Continua depois da publicidade

O acordo entre Mercosul e UE deve ser assinado neste sábado, 17 de janeiro, no Paraguai. Em comunicado oficial, foi informado que o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajarão ao país sul-americano para a assinatura do acordo histórico entre os blocos.