FOTO: Veja como é o USS Iwo Jima, embarcação usada na captura de Maduro

Navio de assalto anfíbio da Marinha dos EUA volta aos holofotes após participação na captura de Nicolás Maduro

Flávio Moreira

(Foto: Nathan Mitchell/Marinha dos EUA)
(Foto: Nathan Mitchell/Marinha dos EUA)

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O USS Iwo Jima (LHD‑7), um navio de assalto anfíbio da classe Wasp, voltou ao centro das atenções em janeiro de 2026 após ser apontado como peça-chave na operação militar que teria resultado na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

A informação foi divulgada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que publicou uma foto alegando mostrar Maduro vendado e com protetores auriculares a bordo do navio, enquanto este se dirigia para Nova York, onde o líder enfrentaria acusações federais por narcotráfico.

(Foto: Nathan Mitchell/Marinha dos EUA)

O USS Iwo Jima é uma verdadeira fortaleza flutuante. Comissionado em 2001, ele foi projetado para transportar até 1.687 fuzileiros navais, operar helicópteros pesados, aeronaves de decolagem vertical como o F‑35B e embarcações LCAC. Com deslocamento de mais de 41 mil toneladas e comprimento de 257 metros, o navio é equipado com sistemas avançados de defesa, incluindo mísseis RIM‑116 e RIM‑7, além de canhões Phalanx e metralhadoras. Sua função principal é servir como base móvel para operações anfíbias, mas também atua em missões humanitárias e antiterroristas.

Nos últimos anos, o Iwo Jima participou de operações relevantes, como ações contra o narcotráfico no Caribe em 2025, quando interceptou embarcações ligadas a cartéis, e treinamentos avançados para garantir prontidão em cenários de conflito. Sua infraestrutura inclui até centros de bem-estar para tripulantes, reforçando sua capacidade de operar por longos períodos em missões complexas.

O uso do navio para transportar um líder estrangeiro custodiado, caso confirmado, representa uma mudança estratégica significativa. Ele demonstra a capacidade dos Estados Unidos de projetar poder a partir do mar com sigilo e precisão, mas também levanta questões sobre os limites legais e diplomáticos dessas operações. A Venezuela, aliada de potências como Rússia e China, pode reagir com medidas políticas e econômicas, aumentando o risco de escalada regional.

Flávio Moreira

Flávio Moreira é jornalista especializado em estratégia e inovação no mercado de mídia. Atualmente, atua como Coordenador de Parcerias e Estratégia no InfoMoney, tendo passado por posições de liderança como Editor-chefe de Assinaturas e Novos Projetos no UOL, Head de Conteúdo no Torcedores.com e Gestor de Comunidades FIFA na Electronic Arts. Além de sua trajetória profissional, Flávio é autor de uma newsletter sobre tendências e inovação para publishers, que conta com mais de 6 mil assinantes em busca de insights sobre o futuro da comunicação.