Força liderada pela Itália aborda petroleiro sancionado da “frota paralela” da Rússia

Segundo uma fonte familiarizada com a operação, o navio ⁠havia ‌mudado para o registro de Camarões apenas na semana passada

Reuters

Um helicóptero militar italiano sobrevoa o petroleiro Toa Payoh, em primeiro plano, enquanto o navio da Marinha italiana Thaon di Revel navega nas proximidades durante uma inspeção realizada pela missão EUNAVFOR MED IRINI da União Europeia em águas internacionais a oeste da ilha italiana de Pantelleria, em 2 de agosto de 2026. O Ministério da Defesa italiano informou que o petroleiro, alvo de sanções da UE, declarou estar navegando sob bandeira dos Camarões e o descreveu como parte da chamada “frota-sombra” da Rússia. Ministério da Defesa italiano/Divulgação via REUTERS.
Um helicóptero militar italiano sobrevoa o petroleiro Toa Payoh, em primeiro plano, enquanto o navio da Marinha italiana Thaon di Revel navega nas proximidades durante uma inspeção realizada pela missão EUNAVFOR MED IRINI da União Europeia em águas internacionais a oeste da ilha italiana de Pantelleria, em 2 de agosto de 2026. O Ministério da Defesa italiano informou que o petroleiro, alvo de sanções da UE, declarou estar navegando sob bandeira dos Camarões e o descreveu como parte da chamada “frota-sombra” da Rússia. Ministério da Defesa italiano/Divulgação via REUTERS.

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ROMA, 2 Ago (Reuters) – Uma missão naval ⁠da União Europeia liderada pela Itália abordou ⁠um petroleiro da chamada ‘frota paralela’ da Rússia no domingo, a ‌segunda operação desse tipo em menos de duas semanas, enquanto a Europa intensifica o escrutínio de embarcações suspeitas de ajudar Moscou ‌a contornar as sanções ao petróleo.

O Ministério da Defesa da Itália informou que o navio-tanque Toa Payoh, sujeito a sanções da UE, foi interceptado a oeste da ilha siciliana de Pantelleria enquanto navegava de Benin para Istambul.

Segundo uma fonte familiarizada com a operação, o navio ⁠havia ‌mudado para o registro de Camarões apenas na semana passada. ⁠As autoridades marítimas iniciaram a inspeção para verificar se o petroleiro tinha o direito legal de ostentar a bandeira camaronesa e se seus documentos de registro eram válidos.

A fonte afirmou que a missão naval da UE, denominada operação EUNAVFOR MED Irini, ​não tinha autoridade para apreender embarcações durante tais inspeções, o que significa que o Toa Payoh não foi detido.

No entanto, ​a documentação recolhida durante a abordagem ainda estava sendo examinada e poderia ser usada pelas autoridades nacionais para um sequestro posterior, se necessário.

Inicialmente, o capitão do Toa Payoh não cooperou com a missão da UE, o que levou uma equipe de militares ‌italianos a abordar a embarcação a partir ​de um helicóptero lançado pelo Thaon di Revel, o navio-almirante da EUNAVFOR MED da UE.

A inspeção, realizada com o apoio de uma embarcação grega e de uma ⁠aeronave de patrulha marítima ​polonesa, durou cerca ​de duas horas e foi concluída em segurança, informou o ministério.

Não houve comentários imediatos da ⁠Rússia.

A operação de domingo ocorre ​após a abordagem, em 20 de julho, do MV South Star, outro petroleiro ligado à frota paralela da Rússia, que foi inspecionado pelas forças ​da Irini sob suspeita de também estar navegando sob bandeira falsa.

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A União Europeia impôs sanções a dezenas de embarcações ​que, segundo ela, fazem ⁠parte de uma ‘frota paralela’ usada pela Rússia para contornar as restrições às suas exportações ⁠de petróleo desde a invasão da Ucrânia.

A EUNAVFOR MED Irini é uma missão naval da UE lançada em 2020 para fazer cumprir o embargo de armas da ONU à Líbia. Desde então, os governos da UE ampliaram seu escopo, autorizando-a a realizar inspeções de verificação.