Flotilha de ajuda a Gaza pretende romper bloqueio israelense

Flotilha de ajuda a Gaza pretende romper bloqueio israelense

Reuters

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(Reuters) – Uma segunda flotilha ⁠transportando ajuda humanitária para os palestinos em ⁠Gaza está prevista para zarpar neste domingo do porto espanhol ‌de Barcelona, com o objetivo de romper o bloqueio israelense.

Trinta e nove barcos estavam prontos para deixar a cidade portuária do Mediterrâneo, ‌disse um porta-voz da flotilha, e a expectativa é que mais embarcações também carregadas com ajuda médica e outros suprimentos se juntem ao longo da rota em direção à Palestina.

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O mar agitado deve levar a flotilha a navegar para outro porto e depois seguir para águas ⁠internacionais ‌no final da semana, disse Thiago Ávila, membro do comitê organizador ⁠da flotilha, em uma coletiva de imprensa neste domingo.

O Exército israelense barrou uma flotilha anterior montada pela mesma organização em outubro passado, quando os barcos tentavam chegar à Gaza bloqueada, prendendo a ativista sueca Greta Thunberg e mais de 450 outros participantes.

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CORREDOR ​HUMANITÁRIO

Israel, que controla todo o acesso à Faixa de Gaza, nega que esteja retendo suprimentos para os mais de 2 milhões ​de habitantes do enclave. Palestinos e órgãos de ajuda internacional, no entanto, afirmam que os suprimentos que chegam ao território ainda são insuficientes, apesar do cessar-fogo acordado em outubro, que incluía garantias de aumento da ajuda humanitária.

Liam Cunningham, ator que estrelou a série ‌de televisão Game of Thrones e que ​está apoiando a flotilha, mas não está participando, disse à Reuters: ‘Cada quilo de ajuda que está nesses navios é um fracasso, porque todas essas pessoas que estão nesses ⁠navios, abrindo mão de ​seu tempo para ​ajudar seus semelhantes, estão fazendo o que seus governos são legalmente obrigados a fazer’.

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A ⁠Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que, ​mesmo durante conflitos armados, os Estados são obrigados, de acordo com a lei humanitária internacional, a garantir que as pessoas possam receber atendimento médico em ​segurança.

‘Essa é uma missão que visa abrir um corredor humanitário para que as organizações de distribuição de ajuda possam ​chegar’, disse à Reuters ⁠Saif Abukeshak, ativista palestino e membro do comitê organizador da flotilha.

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Ativistas suíços e espanhóis da ⁠flotilha do ano passado disseram que foram submetidos a condições desumanas durante sua detenção pelas forças israelenses — alegação rejeitada por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel.

(Reportagem de Graham Keeley; reportagens adicionais de Silvio Castellanos, Horaci Garcia, Nacho Doce, Albert Gea, Michele Spatari e Amy ​McConaghy)