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O mercado e formadores de política não devem ser “ingênuos” a ponto de pensar que a Europa ainda não está “em guerra” com a Rússia, e os bancos centrais precisam se preparar para uma escalada adicional, afirmou Martins Kazaks, membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), ao Financial Times.
Embora o conflito não esteja ocorrendo “fisicamente em nosso território”, ataques cibernéticos e sabotagens de cabos submarinos no Mar Báltico significam que a Europa precisa “ser resiliente para lidar com isso”, disse Kazaks em entrevista publicada neste domingo pelo jornal.
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Se um país da área do euro vier a enfrentar um conflito militar, isso pode provocar “problemas de estabilidade financeira” e gerar preocupações sobre a sustentabilidade da dívida, disse Kazaks, segundo o FT, ressaltando que tais riscos são “marginais” e poderiam ser tratados pela União Europeia.
A Europa pode reduzir o risco de um confronto direto com a Rússia apoiando a Ucrânia de modo que Moscou “não vença” e reforçando suas próprias forças armadas para atuar como fator de dissuasão, afirmou ele ao Financial Times.
Kazaks é um dos cotados para substituir Luis de Guindos como vice-presidente do BCE quando o mandato do espanhol terminar em maio.
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Embora os ministros das Finanças da zona do euro pretendam chegar a uma decisão na segunda-feira, o número incomumente alto de indicados pode fazer com que seja necessário mais tempo.
O escolhido passará então por uma sabatina no Parlamento Europeu, e o Conselho do BCE também será consultado. Os líderes da União Europeia terão a palavra final sobre a nomeação.
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