Europa já está “em guerra” com a Rússia, afirma membro do Banco Central Europeu

Se um país da área do euro vier a enfrentar um conflito militar, isso pode provocar “problemas de estabilidade financeira

Bloomberg

Presidente russo Vladimir Putin realiza reunião com membros do governo sobre os resultados de 2025 do Gabinete de Ministros, em Moscou, Rússia, 24 de dezembro de 2025. Sputnik/Dmitry Astakhov/Pool via REUTERS
Presidente russo Vladimir Putin realiza reunião com membros do governo sobre os resultados de 2025 do Gabinete de Ministros, em Moscou, Rússia, 24 de dezembro de 2025. Sputnik/Dmitry Astakhov/Pool via REUTERS

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 O mercado e formadores de política não devem ser “ingênuos” a ponto de pensar que a Europa ainda não está “em guerra” com a Rússia, e os bancos centrais precisam se preparar para uma escalada adicional, afirmou Martins Kazaks, membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), ao Financial Times.

Embora o conflito não esteja ocorrendo “fisicamente em nosso território”, ataques cibernéticos e sabotagens de cabos submarinos no Mar Báltico significam que a Europa precisa “ser resiliente para lidar com isso”, disse Kazaks em entrevista publicada neste domingo pelo jornal.

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Se um país da área do euro vier a enfrentar um conflito militar, isso pode provocar “problemas de estabilidade financeira” e gerar preocupações sobre a sustentabilidade da dívida, disse Kazaks, segundo o FT, ressaltando que tais riscos são “marginais” e poderiam ser tratados pela União Europeia.

A Europa pode reduzir o risco de um confronto direto com a Rússia apoiando a Ucrânia de modo que Moscou “não vença” e reforçando suas próprias forças armadas para atuar como fator de dissuasão, afirmou ele ao Financial Times.

Kazaks é um dos cotados para substituir Luis de Guindos como vice-presidente do BCE quando o mandato do espanhol terminar em maio.

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Embora os ministros das Finanças da zona do euro pretendam chegar a uma decisão na segunda-feira, o número incomumente alto de indicados pode fazer com que seja necessário mais tempo.

O escolhido passará então por uma sabatina no Parlamento Europeu, e o Conselho do BCE também será consultado. Os líderes da União Europeia terão a palavra final sobre a nomeação.

© 2026 Bloomberg L.P.

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