EUA x Irã: o que aconteceu no 32º dia da guerra no Oriente Médio

Novos alertas se acenderam em relação ao conflito, com ambos os lados intensificando os ataques e indicando que as hostilidades podem aumentar

Sara Baptista

31 de março de 2026 - Ataque israelense a um carro em Beirute, no Líbano. Foto: REUTERS/Stringer
31 de março de 2026 - Ataque israelense a um carro em Beirute, no Líbano. Foto: REUTERS/Stringer

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Nesta terça-feira (31), novos alertas se acenderam em relação ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, com ambos os lados realizando ataques intensos e indicando que as hostilidades podem se agravar ainda mais.

Apesar da trégua prometida até 6 de abril, os Estados Unidos atacaram a cidade de Isfahan, que abriga instalações nucleares iranianas. O presidente Donald Trump publicou em sua rede social, a Truth Social, um vídeo que supostamente mostra uma explosão nuclear no Irã.

O Pentágono informou ainda que bombardeiros B-52 começaram a sobrevoar o território iraniano. Essas aeronaves são mais vulneráveis a sistemas de defesa, e seu uso indicaria que as tecnologias iranianas foram em grande parte neutralizadas.

Ao mesmo tempo, Teerã atacou e incendiou um navio petroleiro totalmente carregado ao largo de Dubai. A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou ter realizado ataques contra duas instalações ligadas aos Estados Unidos no Bahrein.

A Guarda Revolucionária iraniana ainda ameaçou atacar empresas americanas no Oriente Médio a partir de 1º de abril, como forma de retaliação. Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Tesla e Boeing estariam entre os possíveis alvos.

Israel, por sua vez, mantém o foco no Líbano, onde também vem intensificando os ataques. Nesta terça, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que todas as casas dos vilarejos libaneses próximos à fronteira serão destruídas e que as 600 mil pessoas que fugiram do sul não poderão retornar até que o norte de Israel esteja seguro.

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Trump frustrado

Com a guerra se prolongando além do que Donald Trump gostaria, pessoas próximas ao presidente relatam que ele está frustrado. Nesse cenário, a Casa Branca não descarta uma saída rápida do conflito. Nos bastidores, fontes ouvidas pelo Wall Street Journal afirmam que Trump estaria disposto a encerrar a guerra mesmo sem a reabertura do Estreito de Ormuz.

Publicamente, porém, o discurso é diferente. Na manhã desta terça, Trump sugeriu que os países entrem no Estreito de Ormuz e “simplesmente o tomem”. Mais tarde, afirmou que os EUA devem deixar o Irã em duas ou três semanas.

O Secretário da Guerra, Pete Hegseth, declarou que os próximos dias serão decisivos e que o conflito com o Irã pode se intensificar caso o país persa não aceite um acordo.

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