Publicidade
A pressão dos Estados Unidos sobre o regime de Nicolás Maduro atingiu um novo patamar. De acordo com reportagem do The New York Times, o líder venezuelano enviou a Washington uma proposta para deixar o poder em dois anos, oferta que, segundo fontes ouvidas pelo jornal, foi prontamente descartada pela Casa Branca.
O movimento teria ocorrido enquanto os EUA ampliam sua presença militar no Caribe. O maior porta-aviões do mundo, acompanhado por navios de guerra, aeronaves e milhares de militares, permanece na região sob o argumento de combater embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico.
O governo Trump acusa Maduro de comandar um cartel, acusação rejeitada por Caracas.
Aproveite a alta da Bolsa!

Cristiano Ronaldo vai a jantar na Casa Branca e recebe elogios de Donald Trump
Em recente entrevista, o veterano atacante de 40 anos disse que gostaria de ter uma conversa agradável com Trump no futuro para debater sobre “a paz global”

Harvard vai apurar laços de Summers com Epstein após investigação do governo Trump
A investigação ocorre após troca de e-mails entre Larry Summers e Jeffrey Epstein vir à tona na semana passada
Mesmo em meio à escalada, Trump afirmou no domingo (16) que está disposto a negociar. Fontes consultadas pelo NYT afirmam que foi a partir dessa abertura que Maduro indicou aceitar deixar o cargo, desde que isso ocorresse num cronograma de dois anos, ideia rejeitada por Washington, que não considera o líder venezuelano legítimo.
O jornal também informa que Trump assinou autorizações para que a CIA conduza operações secretas dentro da Venezuela. Esses movimentos, segundo o NYT, podem servir de preparação para ações futuras, embora não haja autorização para envio de tropas terrestres.
O Pentágono discute ataques a unidades militares próximas a Maduro e a locais apontados, sem comprovação pública, como parte de uma rede de drogas.
Continua depois da publicidade
Trump tratou do assunto em duas reuniões na Sala de Crise da Casa Branca na semana passada, acompanhado de seus principais conselheiros de segurança.
Segundo a reportagem, planos militares, cibernéticos e de operações psicológicas estão na mesa, mas nenhuma decisão final foi tomada. A Casa Branca e a CIA não comentaram as informações.