EUA removem urânio altamente enriquecido da Venezuela em missão secreta

Materail foi retirado do reator de pesquisa RV-1 desativado da Venezuela, em operação conjunta com o governo do país sul-americano e com o Reino Unido

Roberto de Lira

Um bloco com o símbolo, número atômico e número de massa do elemento Urânio (U) - 21/01/2026 (Ilustração:  REUTERS/Dado Ruvic)
Um bloco com o símbolo, número atômico e número de massa do elemento Urânio (U) - 21/01/2026 (Ilustração: REUTERS/Dado Ruvic)

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Os Estados Unidos comunicaram ter removido com sucesso o excedente de urânio altamente enriquecido (HEU) do reator de pesquisa RV-1 desativado da Venezuela, em operação conjunta com o governo do país sul-americano e o Reino Unido e com apoio técnico da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A informação foi confirmada em nota oficial do Departamento de Estado.

Segundo o comunicado, o RV-1 foi o primeiro e único reator nuclear do país, originalmente construído para pesquisa científica pacífica e posteriormente reaproveitado para esterilização por raios gama de materiais médicos, alimentos e outros itens.

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O governo americano considerou como um marco importante de segurança nuclear ter resolvido a questão em poucos meses, mais de dois anos antes do planejado originalmente.

“No fim de abril, a Venezuela embalou e preparou para transporte o HEU de seu reator de pesquisa RV-1, que havia sido fornecido ao país como parte do histórico programa “Átomos para a Paz” dos Estados Unidos”, informou Departamento de Estado.

De acordo com o comunicado, o material foi transportado pelo Reino Unido e chegou em segurança ao Savannah River Site, em Aiken, na Carolina do Sul, no início de maio, para destinação final.

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Até hoje, em todo o mundo, a NNSA já removeu ou confirmou a destinação de mais de 7.340 quilogramas de material nuclear passível de uso em armas.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) desempenhou um papel fundamental nessa operação, fornecendo expertise técnica e atuando como observadora em todas as etapas do processo de remoção.

“Essa operação reflete a liderança americana em sua melhor forma: decisiva, prática e focada na proteção do povo americano. Ao liderar a remoção de material nuclear perigoso da Venezuela, os Estados Unidos estão mais seguros e fortaleceram a segurança nuclear em todo o mundo”, diz o texto.