EUA pedem novo acordo multilateral de controle de armas após expiração do Novo START

“Hoje, os Estados Unidos ‌enfrentam ameaças de várias potências nucleares. Em resumo, um tratado bilateral com apenas uma potência nuclear é simplesmente inadequado em ​2026 e no futuro”, afirmou Thomas DiNanno

Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concede uma coletiva de imprensa na Casa Branca ao completar um ano de seu segundo mandato, em Washington, D.C., EUA, em 20 de janeiro de 2026. REUTERS/Jessica Koscielniak
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concede uma coletiva de imprensa na Casa Branca ao completar um ano de seu segundo mandato, em Washington, D.C., EUA, em 20 de janeiro de 2026. REUTERS/Jessica Koscielniak

Publicidade

GENEBRA, 6 Fev (Reuters) – Os ‍Estados Unidos pediram na sexta-feira um novo ⁠acordo de controle de armas, após o tratado que estabelecia ‍limites para a implantação de armas nucleares estratégicas pela Rússia e pelos EUA ter expirado na quinta-feira.

A Rússia sugeriu que ambos ‌os lados prorrogassem voluntariamente os termos do acordo por um ano para dar tempo para discutir um tratado sucessor, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, disse em uma postagem nas redes sociais na quinta-feira que deveria haver um novo tratado.

O subsecretário de Estado ‌dos EUA para Controle de Armas e Segurança Internacional, Thomas DiNanno, ‌disse em uma conferência sobre desarmamento em Genebra que prorrogar o Novo START — que estabelecia limites para as duas maiores potências nucleares — não beneficiaria os EUA nem o mundo, pois era falho e não incluía a China.

“Hoje, os Estados Unidos ‌enfrentam ameaças de várias potências nucleares. Em resumo, um tratado bilateral com apenas uma potência nuclear é simplesmente inadequado em ​2026 e no futuro”, afirmou DiNanno.

Anteriormente, DiNanno disse aos repórteres que Trump havia deixado claro que deseja um novo tratado sobre controle de armas nucleares.

Trump, que conversou com o presidente chinês Xi Jinping na quarta-feira, quer que a China participe de um acordo de redução nuclear.

Continua depois da publicidade

O embaixador da China para o desarmamento, Shen Jian, disse na sexta-feira que seu país não participaria de novas negociações com Moscou e Washington. Anteriormente, Pequim destacou que possui uma fração ​do número de ⁠ogivas dos outros países — ⁠cerca de 600, em comparação com cerca de 4.000 da Rússia e dos EUA.

DiNanno ‌disse aos delegados que os EUA estavam cientes de que a China havia realizado testes com explosivos nucleares,o qual tentou ocultar.

“A China continua a caminho de ter mais de ‍1.000 ogivas nucleares até 2030”, declarou DiNanno, acrescentando que a Rússia estava apoiando seu aumento.

O embaixador russo para o ​desarmamento em Genebra, ‌Gennady Gatilov, disse aos membros que era lamentável que os EUA não tivessem dado continuidade ‍às tentativas de prorrogar o Novo START, mas acrescentou que Moscou continua aberta a discussões.

“Se houver conversas sérias sobre negociações multilaterais sobre controle ou redução de armas nucleares, a Rússia, em princípio, se envolveria nesse processo se o Reino Unido e a França também se envolvessem.”