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O jornal Washington Post informou que navios e submarinos da Marinha dos Estados Unidos lançaram mais de 850 mísseis Tomahawk contra o Irã nas primeiras quatro semanas da Operação Epic Fury. Isso é mais do que todo o estoque usado na operação militar americana no Iraque, em 2003.
Para o think tank Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), repor o estoque após a campanha atual levará tempo, o que cria um risco de curto prazo para os Estados Unidos.
Mísseis Tomahawk usados em campanhas militares dos EUA
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Segundo centro de estudos, esses 850 mísseis corresponderiam a cerca de metade dos lançadores disponíveis na região — que incluem dois submarinos lançadores de mísseis guiados com Canisters Múltiplos “All-Up-Round” (Multiple-All-Up-Round Canisters), além dos destróiers com células do sistema de lançamento vertical (VLS).
Como as células VLS também são carregadas com outros tipos de mísseis — por exemplo, os usados em defesa aérea — essa quantidade pode representar a maior parte dos Tomahawks em operação na área.
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Um problema adicional é que esses lançadores não podem ser reabastecidos no mar. Os navios precisariam retornar a um porto com a infraestrutura necessária assim que ficarem sem mísseis.
As informações são de que a Marinha dos EUA deve receber 110 Tomahawks no ano fiscal de 2026. Estima-se que os estoques existentes estejam na faixa baixa dos 3.000 mísseis. Embora existam munições suficientes para travar a guerra em curso, o alto consumo de Tomahawks e outros mísseis na Operação Epic Fury cria riscos para os Estados Unidos em outros teatros de operação — particularmente no Pacífico Ocidental.
Os Tomahawks são mísseis de longo alcance, altamente capazes, que têm sido amplamente utilizados nas operações de guerra dos EUA desde a Primeira Guerra do Golfo. Eles continuam sendo uma munição-chave para possíveis guerras futuras, incluindo um conflito no Pacífico Ocidental.
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Também é destacado pelo think tank que os Tomahawks são caros, custando US$ 3,6 milhões por disparo, de acordo com os documentos mais recentes do orçamento da Marinha.