EUA iniciam nova onda de ataques no Irã por ordem de Trump

Comando Central americano diz que ofensiva responde à “agressão contínua” de Teerã

Equipe InfoMoney

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Os Estados Unidos iniciaram nesta quarta-feira (10) ataques contra “múltiplos alvos” no Irã, em uma nova escalada militar no Oriente Médio. A ofensiva foi confirmada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), que afirmou ter agido por ordem do presidente Donald Trump.

Em publicação na rede X, o Centcom informou que as forças americanas começaram a realizar “ataques adicionais de autodefesa” às 18h15 no horário de Brasília, em resposta ao que chamou de “agressão injustificada e contínua do Irã”.

Posteriormente, Trump também confirmou os ataques e afirmou que caças dos EUA estão sobrevoando o espaço aéreo iraniano. O presidente americano também informou que os israelenses não estiveram envolvidos.

Ele disse à Fox News que “os ataques aéreos vão terminar em breve”. “Falei diretamente com autoridades iranianas e eles pediram que eu parasse os bombardeios”. Trump, porém, não descartou a possibilidade de novas operações.

A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, afirmou que os Estados Unidos atacaram uma planta petroquímica no campo de gás South Pars, em Asalouyeh. Mais cedo, a TV estatal iraniana havia informado que a defesa aérea na região do complexo energético havia sido acionada.

A mídia estatal iraniana também relatou várias explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do país, nas proximidades de um aeroporto e de uma base aérea.

Mercados reagiram

Os mercados reagiram rapidamente aos ataques. Os futuros das bolsas de Nova York abriram em queda na noite de quarta-feira. Já os contratos futuros do S&P 500 recuavam 0,4%, enquanto os do Nasdaq 100 caíam 0,6%. Já os vinculados ao Dow Jones cediam 147 pontos, ou 0,3%.

No mercado de petróleo, o movimento foi oposto: o WTI avançava 2%, perto de US$ 92 por barril, e o Brent subia 3,88%, para US$ 95, refletindo o temor de maior instabilidade na região.

Fechamento de Ormuz

Em retaliação, segundo informou a agência de notícias Mehr, a Marinha do Irã decretou que o Estreito de Ormuz estará totalmente fechado “até novo aviso”. De acordo com a reportagem, nenhuma embarcação poderá sair do Golfo Pérsico e no Mar de Omã e em caso de aproximação ao Estreito de Ormuz será considerada alvo inimigo pelos iranianos.

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Logo após o anúncio do fechamento, a mídia iraniana afirmou que dois “navios infratores” ‌que tentavam atravessar o ‌Estreito de Ormuz foram atingidos. No entanto, os EUA informaram que nenhum de seus navios de guerra foi atingido.

Navios comerciais também continuam ‌a transitar pelo ​Estreito de Ormuz, informou o Comando Central ⁠dos ​EUA ​em uma publicação no ⁠X.

Atacar “com muita força”

Mais cedo, Trump havia afirmado que os EUA voltariam a atacar o país persa “com muita força” ainda nesta quarta-feira. Em evento na Casa Branca, o presidente disse que Washington quer que Teerã assine um acordo “que seja significativo e funcione”, mas elevou o tom das ameaças.

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“Ontem nós os atingimos com força, e hoje vamos atingi-los com força novamente”, disse Trump. “Vamos atacá-los, e atacá-los muito duramente.”

As declarações vieram horas depois de o republicano publicar, em sua rede Truth Social, que o Irã havia demorado demais para negociar e agora teria de “pagar o preço”.

Em resposta, o presidente da comissão de segurança nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, escreveu em uma publicação no X que, “desta vez, a guerra não ficará restrita à região”.

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*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo.