EUA falam em “plano de 3 etapas” para reestruturar Venezuela após captura de Maduro

Secretário de Estado dos EUA mencionou a elaboração de uma transição política na Venezuela, mas evitou mencionar eleições

Caio César

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fala enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, está atrás dele durante uma coletiva de imprensa após um ataque dos EUA à Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados, no clube Mar-a-Lago de Trump, em Palm Beach, Flórida, EUA, em 3 de janeiro de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fala enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, está atrás dele durante uma coletiva de imprensa após um ataque dos EUA à Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados, no clube Mar-a-Lago de Trump, em Palm Beach, Flórida, EUA, em 3 de janeiro de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, detalhou nesta quarta-feira (7) a estratégia do país para reestruturar a economia e a democracia na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado (3).

“Teremos um plano em três etapas para a Venezuela: a primeira será a estabilização do país. Vamos extrair entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo e vendê-los no mercado. Esse dinheiro será controlado por nós e tratado de forma que beneficie o povo venezuelano, não a corrupção do regime”, disse Rubio. “Com isso, teremos espaço para avançar rumo à estabilização.”

Segundo o secretário, a fase de estabilização inclui uma “quarentena” da Venezuela no mercado internacional. A venda controlada do petróleo faz parte desse isolamento.

“Eles têm petróleo que está preso na Venezuela e não podem movê-lo por causa da nossa quarentena e das sanções”, afirmou.

A segunda e terceira etapas do plano envolvem a abertura da comercialização para outros países e, por fim, uma transição política — sem mencionar diretamente eleições.

Rubio prevê que a parceria econômica com os EUA e países ocidentais será fundamental para gerar estabilidade financeira, evitando futuras crises humanitárias.

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O secretário de Estado também afirmou que não revelará detalhes sensíveis do plano ou que ainda estejam em desenvolvimento, mas garantiu que as partes já definidas foram compartilhadas com os venezuelanos.