EUA e Irã discutem adiantar assinatura de memorando para esta quarta, segundo Axios

Entretanto, outra fonte apresenta informações que conflitam com esse cenário

Estadão Conteúdo

Ilustração com modelo em miniatura de Donald Trump e bandeiras dos EUA e do Irã - 
15/01/2025   
(Ilustração: REUTERS/Dado Ruvic)
Ilustração com modelo em miniatura de Donald Trump e bandeiras dos EUA e do Irã - 15/01/2025 (Ilustração: REUTERS/Dado Ruvic)

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Os EUA, o Irã e os mediadores discutem adiantar a assinatura oficial do memorando de entendimento de sexta-feira para esta quarta-feira, 17, segundo um diplomata e uma fonte familiarizada com as discussões informaram à Axios. Entretanto, outra fonte apresenta informações que conflitam com esse cenário.

Segundo a fonte diplomata, a assinatura seria eletrônica – devido a impossibilidade de encontro presencial ainda hoje – e permitira reabertura imediata do Estreito de Ormuz. Outros pontos do acordo também entrariam em vigor e os EUA poderiam divulgar o texto para reduzir a pressão política sobre a Casa Branca. Nenhuma decisão sobre o adiantamento foi tomada até esta manhã, de acordo com a Axios.

Mesmo que o memorando seja firmado, a reunião entre o vice-presidente americano, JD Vance, e o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, ainda aconteceria como planejado nesta sexta-feira, na Suíça, para discutir o acordo nuclear, conforme o site de notícias americano.

O relato das duas fontes contradiz informações de uma terceira fonte de alto escalão do governo americano, segundo a qual o presidente dos EUA, Donald Trump, Vance e Ghalibaf já teriam assinado o memorando eletronicamente no domingo. A fonte familiarizada com as discussões confirmou que isso aconteceu e que esta seria uma “segunda assinatura”, embora não esteja claro por que duas firmas eletrônicas sejam necessárias. A fonte diplomata negou à Axios que qualquer assinatura eletrônica tenha acontecido até o momento.

A espera da assinatura oficial para divulgar os termos do acordo teria sido um pedido do Irã, segundo a fonte familiarizada com as discussões, que negou pressão sobre o governo Trump.