EUA dizem que ataque à igreja palestina na Cisjordânia foi “ato de terror”

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, é um firme defensor dos assentamentos israelenses e seus comentários são uma intervenção pública rara e incisiva do governo de Trump

Reuters

Embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, na cidade israelense de Ramla - 29-06-2025 (Foto: REUTERS/Amir Cohen)
Embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, na cidade israelense de Ramla - 29-06-2025 (Foto: REUTERS/Amir Cohen)

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O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, pediu neste sábado que os autores de um ataque a uma igreja palestina na Cisjordânia ocupada, atribuído a colonos israelenses, sejam processados, chamando-o de “ato de terror”.

Huckabee disse que havia visitado a cidade cristã de Taybeh, onde clérigos disseram que colonos israelenses haviam iniciado um incêndio perto de um cemitério e de uma igreja do Século 5 em 8 de julho.

“É um ato de terror e é um crime”, disse Huckabee em um comunicado. “Aqueles que praticam atos de terror e violência em Taybeh — ou em qualquer lugar — (devem) ser encontrados e processados. Não apenas repreendidos, isso não é suficiente.”

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O governo de Israel não comentou o incidente, mas já havia denunciado tais atos anteriormente.

Leia mais: Ataques de Israel matam 22 em Gaza e atingem igreja ligada ao papa Francisco

Na terça-feira, Huckabee disse que havia pedido a Israel que “investigasse agressivamente” o assassinato de um norte-americano palestino espancado por colonos na Cisjordânia, descrevendo-o da mesma forma como um “ato criminoso e terrorista”.

Huckabee é um firme defensor dos assentamentos israelenses e seus comentários são uma intervenção pública rara e incisiva do governo do presidente dos EUA, Donald Trump.

Em janeiro, Trump rescindiu as sanções impostas pelo antigo governo Biden a grupos de colonos israelenses e indivíduos acusados de envolvimento em violência contra palestinos na Cisjordânia.

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Os ataques de colonos contra palestinos e os ataques de palestinos contra israelenses na Cisjordânia aumentaram desde o início da guerra de Israel contra o grupo militante Hamas em Gaza em outubro de 2023.

A mais alta corte da Organização das Nações Unidas (ONU) disse no ano passado que os assentamentos de Israel nos territórios capturados na guerra de 1967 no Oriente Médio, incluindo a Cisjordânia, são ilegais.

Israel contesta esse fato, citando laços bíblicos e históricos com a terra, bem como necessidades de segurança.

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(Reportagem de Ali Sawafta)