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Os Estados Unidos começaram a transferir drones MQ-9 Reaper da África para Colômbia e Equador, segundo o The New York Times. A medida amplia a presença militar americana na América do Sul em operações contra o narcotráfico e grupos classificados por Washington como terroristas.
A transferência foi relatada ao jornal por dois funcionários americanos. A CNN já havia revelado em setembro que o Pentágono planejava deslocar parte dos equipamentos para o Comando Sul.
O número total de drones ainda não foi informado. O Equador recebeu duas unidades, segundo o ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo. A Colômbia acertou o recebimento de três e avalia comprar uma quarta aeronave.
Mudança de prioridade
O movimento ocorre depois de o governo Donald Trump colocar a defesa do Hemisfério Ocidental entre as prioridades do Pentágono.
Os MQ-9 podem realizar missões de inteligência, vigilância e reconhecimento e também carregar armamentos para ataques de precisão.
Na África, os Estados Unidos usam o modelo em operações contra grupos como Estado Islâmico e Al-Shabaab. A retirada de aeronaves da região ocorre apesar da continuidade dessas ameaças.
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O Reaper também foi usado em operações de alto perfil, como o ataque que matou o general iraniano Qassim Suleimani, em 2020.
Colômbia e Equador ampliaram neste ano a cooperação militar com Washington. Os dois países participam de iniciativas lideradas pelos EUA contra cartéis e outras organizações criminosas, com compartilhamento de inteligência e operações conjuntas.
O envio dos drones representa uma nova etapa dessa estratégia, ao colocar equipamentos militares de alta capacidade diretamente em países parceiros na América do Sul.
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