EUA avaliam flexibilizar sanções contra petróleo russo para amenizar alta dos preços

A medida teria o ⁠objetivo ‌de aumentar o fornecimento mundial de petróleo ⁠em meio a enormes interrupções nos embarques do Oriente Médio

Reuters

Bomba de petróleo e torre de perfuração ao sul de Midland, Texas, EUA - 
11/06/2025
(Foto: REUTERS/Eli Hartman)
Bomba de petróleo e torre de perfuração ao sul de Midland, Texas, EUA - 11/06/2025 (Foto: REUTERS/Eli Hartman)

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9 Mar (Reuters) – O governo do ⁠presidente dos Estados Unidos, Donald ⁠Trump, considera a possibilidade de reduzir as ‌sanções contra a Rússia para ajudar a esfriar o aumento dos preços globais de energia ‌desencadeado pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, com um possível anúncio ainda nesta segunda-feira, disseram à Reuters três fontes familiarizadas com o planejamento.

A medida teria o ⁠objetivo ‌de aumentar o fornecimento mundial de petróleo ⁠em meio a enormes interrupções nos embarques do Oriente Médio devido à expansão do conflito, mas também poderia complicar os esforços dos EUA para privar a Rússia de ​receita para sua guerra na Ucrânia.

As discussões podem incluir um alívio amplo das sanções, ​além de opções mais direcionadas que permitiriam que certos países, como a Índia, comprassem petróleo russo sem medo das penalidades dos EUA — que incluem tarifas –, relataram as fontes ‌sob condição de anonimato.

Na semana ​passada, os Estados Unidos permitiram que a Índia comprasse temporariamente petróleo bruto russo já em navios-tanque no mar ⁠para ajudá-la ​a lidar com ​os cortes no fornecimento do Oriente Médio.

As novas medidas podem ⁠ser anunciadas ainda nesta ​segunda-feira, disseram as fontes.

‘O presidente Trump e toda a sua equipe de energia tinham uma forte ​estratégia de jogo para manter os mercados de energia estáveis bem antes do ​início da ⁠Operação Fúria Épica, e continuarão a analisar todas as opções confiáveis’, ⁠disse Taylor Rogers, porta-voz da Casa Branca, usando o termo do governo para a guerra.

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‘Qualquer anúncio de política virá diretamente do presidente ou de sua equipe’, disse Rogers.