EUA avaliam endurecer restrições de viagem a autoridades cubanas na ONU

A avaliação ocorre enquanto o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou Washington de impor uma "punição coletiva" à população cubana com a intensificação das medidas econômicas

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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda impor novas restrições a autoridades cubanas que viajam a Nova York para atividades na ONU, em mais um passo para pressionar o governo de Havana. A avaliação ocorre enquanto o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou Washington de impor uma “punição coletiva” à população cubana com a intensificação das medidas econômicas.

Embora uma delegação cubana numerosa tenha sido autorizada a participar da semana de alto nível da Assembleia Geral da ONU, o Departamento de Estado agora considera aplicar “controles rígidos” sobre autoridades que pretendem retornar no mês que vem para a votação anual da ONU sobre o embargo econômico americano contra Cuba, em vigor há décadas. A informação foi confirmada por autoridades dos EUA e por um documento interno obtido pela Associated Press; os funcionários falaram sob anonimato porque os detalhes ainda não foram finalizados.

Em entrevista à AP à margem da Assembleia Geral, Rodríguez disse que as negociações entre Cuba e EUA voltaram a um impasse e criticou o “bloqueio total do petróleo” imposto pelos EUA em janeiro, que, segundo ele, equivale a um bloqueio naval. O chanceler afirmou que, no momento, não há reuniões programadas com autoridades americanas, mas que Cuba segue disposta a manter canais de contato abertos. Ele disse que conversas anteriores foram “respeitosas”, porém classificou como “extremamente agressivas” declarações e decisões posteriores de Washington.

A estratégia do governo Trump busca forçar mudanças políticas em Cuba ao cortar o abastecimento de combustível, o que teria contribuído para apagões em larga escala. Rodríguez afirmou que a rede elétrica entrou em colapso ao menos seis vezes desde o início do bloqueio energético, afetando atividades básicas como cozinhar, abastecimento de água e serviços de internet e telefonia, além de dificultar a compra de combustível para usinas termoelétricas e de peças para infraestrutura envelhecida.

As medidas dos EUA também incluem novas penalidades econômicas e a ampliação da aplicação de normas que impedem americanos que visitam a ilha de fazer negócios com empresas estatais ou ligadas ao governo cubano. Rodríguez disse que esse pacote “atrapalha” processos que poderiam levar a discussões sobre interesses comuns.

Rodríguez e outros integrantes do governo pretendem voltar a Nova York no mês que vem para a votação anual da Assembleia Geral que, historicamente, condena o embargo por margens expressivas. Cuba já enfrenta restrições relevantes de deslocamento nos EUA por sua designação americana como “patrocinadora estatal do terrorismo”, com circulação limitada a um raio de cerca de 40 km da sede da ONU em Manhattan. Fonte: Associated Press.

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*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.