EUA alertam forças de segurança para possível ativação de “células dormentes” do Irã

Comunicações criptografadas detectadas por inteligência americana levantaram suspeita de ordens enviadas a agentes fora do país

Marina Verenicz

Manifestantes seguram imagens do falecido Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, após sua morte em ataques israelenses e americanos no sábado, durante um protesto anti-Israel e anti-EUA após a oração de sexta-feira, em meio ao conflito entre EUA e Israel com o Irã, em Teerã, Irã, 6 de março de 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS. ATENÇÃO, EDITORES: ESTA IMAGEM FOI FORNECIDA POR TERCEIROS.
Manifestantes seguram imagens do falecido Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, após sua morte em ataques israelenses e americanos no sábado, durante um protesto anti-Israel e anti-EUA após a oração de sexta-feira, em meio ao conflito entre EUA e Israel com o Irã, em Teerã, Irã, 6 de março de 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS. ATENÇÃO, EDITORES: ESTA IMAGEM FOI FORNECIDA POR TERCEIROS.

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Órgãos de segurança dos Estados Unidos passaram a monitorar com mais atenção possíveis atividades de redes ligadas ao Irã fora do país após a interceptação de comunicações criptografadas atribuídas a Teerã. Um aviso interno foi distribuído a agências policiais e de inteligência orientando reforço nos mecanismos de prevenção.

A informação foi divulgada pela emissora ABC News nesta segunda-feira (9), que teve acesso ao conteúdo do alerta enviado às forças de segurança americanas.

Segundo o relatório citado pela rede de televisão, serviços de inteligência detectaram transmissões codificadas que podem ter sido encaminhadas a destinatários em diferentes regiões do mundo. A interpretação inicial é que esses sinais poderiam funcionar como uma forma de ativar agentes clandestinos.

A análise das transmissões começou após a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Segundo o relatório mencionado pela ABC News, ele teria morrido durante a primeira onda de bombardeios registrada em 28 de fevereiro.

Depois desse episódio, sinais captados por sistemas de inteligência passaram a ser examinados por analistas americanos. O material indica que as comunicações foram redirecionadas para vários países.

As mensagens estavam criptografadas, o que impede até agora a identificação do conteúdo ou das instruções eventualmente transmitidas.

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Recomendação de vigilância ampliada

O documento compartilhado com as agências de segurança, segundo a emissora, não aponta locais específicos que poderiam ser alvo de ações nem descreve eventuais operações relacionadas às comunicações.

Mesmo assim, autoridades recomendaram intensificar o acompanhamento de sinais de rádio considerados incomuns. Uma das situações citadas foi a abertura repentina de uma estação de transmissão com alcance internacional.

Paralelamente, o FBI reforçou o acompanhamento de indivíduos considerados de interesse dentro do território americano.