ETIAS para brasileiros: como funcionará a autorização para entrar na Europa

O sistema já tem desenho definido e deve passar a fazer parte do planejamento de viagem ainda em 2026.

Carla Carvalho

Imagem: Pixabay
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Em pouco tempo, cidadãos de mais de 60 países só poderão entrar na União Europeia com uma autorização prévia. O ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) será exigido de viajantes isentos de visto para o espaço Schengen, como o Brasil.

O sistema já tem desenho definido, e deve entrar em vigor no último trimestre de 2026. Modelos semelhantes vêm sendo adotados em outros países para reforço da segurança, como o ESTA dos Estados Unidos.

A mudança adiciona mais uma etapa obrigatória para quem até hoje entrava na Europa só com o passaporte.

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Como vai funcionar o ETIAS e quem precisa

Antes da viagem, o viajante vai informar seus dados e o sistema vai cruzar essas informações com bases de segurança europeias. Sem essa autorização, o embarque no país de origem será negado.

A exigência do ETIAS será para estadias curtas, de até 90 dias dentro de um período de 180 dias, nas mesmas condições atuais de entrada para turismo, negócios ou trânsito.

A autorização não se aplica a todos os viajantes. Segundo a European Commission, estão fora da exigibilidade:

Pedido e critérios de aprovação

O pedido será feito online, antes da viagem. Em um formulário único, o viajante deverá informar dados pessoais, passaporte, histórico básico de viagens e respostas a perguntas de segurança.

A análise da maior parte das informações será simples e deverá ser automática. Se tudo estiver ok, a aprovação virá em poucos minutos, segundo a European Commission.

Já em situações específicas, é possível que o pedido siga para análise manual.

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A European Commission também informa que o pedido poderá ser recusado em casos como:

Custo, validade e o que fazer se o ETIAS for negado

O ETIAS terá uma taxa de 7 euros para a maioria dos viajantes.

A autorização deverá valer por até 3 anos ou até o vencimento do passaporte, o que ocorrer primeiro. Durante esse período, o viajante poderá entrar no espaço Schengen várias vezes, respeitando o limite de permanência de até 90 dias a cada 180 dias.

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Se o pedido for recusado, o viajante receberá a justificativa da decisão e orientações sobre os próximos passos. Conforme orientações da European Commission, é possível recorrer da decisão ou corrigir informações, mas o resultado vai depender do motivo da recusa:

Nesses casos, o caminho passa a ser a solicitação de um visto tradicional em um consulado de um país do espaço Schengen, onde a situação será analisada mais detalhadamente.