Estado Islâmico assume responsabilidade por explosões no Irã

Grupo terrorista reinvidicou ataques que mataram quase 100 pessoas e inflamaram ainda mais as tensões no Oriente Médio

Bloomberg

(Reprodução/Tasnin News)

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O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelos ataques desta quarta-feira (4) no Irã, que mataram quase 100 pessoas e ameaçam inflamar ainda mais as tensões no Oriente Médio.

O grupo terrorista reinvidicou as duas explosões perto do túmulo do comandante iraniano Qassem Soleimani, de acordo com um comunicado no canal Telegram. O ministro da Saúde do Irã disse na quarta-feira que o atentado deixou 95 mortos e 211 feridos.

O Irã afirmou que as explosões visavam punir a sua posição contra a invasão de Gaza por Israel, mas as autoridades norte-americanas afirmaram desde o início que tinham as características de uma operação levada a cabo por um grupo como o Estado Islâmico.

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As explosões ocorreram com intervalo de 15 minutos uma da outra, fora do cemitério onde uma multidão participava de uma cerimônia para lembrar a morte de Soleimani em um ataque de drone dos EUA na capital do Iraque em 2020. As explosões foram causadas por bombas plantadas em uma mala e um carro perto da entrada do cemitério e detonadas remotamente, informou a Agência de Notícias da República Islâmica.

Os ataques ocorreram um dia depois de se acreditar que Israel estava por trás do assassinato de um importante líder do grupo militante Hamas, apoiado pelo Irã, na capital do Líbano, Beirute, mas autoridades dos EUA disseram que não havia razão para suspeitar do envolvimento israelense nos bombardeios no Irã.

Ainda assim, os ataques marcaram um novo pico nas tensões regionais desde que os israelenses iniciaram sua guerra contra o Hamas depois de o grupo – designado como organização terrorista pelos EUA e pela União Europeia – ter se infiltrado em Israel em 7 de outubro e matado cerca de 1.200 pessoas. Desde o início do conflito, os Houthis – uma força por procuração iraniana no Iêmen – também dispararam mísseis e drones contra navios comerciais no Mar Vermelho, enquanto o Hezbollah lançou ataques contra Israel a partir das suas bases no Líbano.

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