Espanhóis enfrentam enormes filas no controle de passaportes do aeroporto de Madri

Ministério do Interior atribuiu problema a uma falha nos computadores, mas usuário reclamaram da falta de pessoal no aeroporto; muita gente perdeu o voo nesta quarta-feira

Roberto de Lira

Centenas de pessoas na fila do passaporte no aeroporto de Barajas, em Madri (Foto: Reprodução das redes sociais)
Centenas de pessoas na fila do passaporte no aeroporto de Barajas, em Madri (Foto: Reprodução das redes sociais)

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O início das férias de verão na Espanha tem sido caótico. Após um colapso no transporte ferroviário, que atingiu o ponto máximo na terça-feira (1), quando um trem que ia a Toledo ficou mais de 12 horas parado no meio do caminho, hoje foi a vez o transporte aéreo. Imagens das emissoras de TV e de celulares de usuários mostraram centenas de pessoas no aeroporto de Barajas, em Madri, paradas em enormes filas formadas na área de controle de passaportes.

A Aena, empresa espanhola que administra o aeroporto informou à mídia local que foi “um dia de muito tráfego e muito fluxo de passageiros”, o que se refletiu nos controles de passaporte dentro do terminal 4.

Segundo o jornal El Mundo, a Polícia Nacional informou que houve um “um problema de acesso aos sistemas”, devido ao grande número de voos durante a temporada.

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O diário El País informou que as filas no controle de passaportes, pelas quais o Ministério do Interior é responsável, foram intermináveis entre 11:00 e 14:00, com centenas de passageiros perdendo seus aviões. A Iberia, principal usuária do terminal T4 Satellite, está trabalhando para realocar esses passageiros.

O jornal publicou relatos de passageiros que disseram ter viajado em voos esvaziados porque nem todos conseguiram embarcar.

Apesar das informações sobre problemas tecnológicos, houve denúncias de falta de pessoal. Segundo o El País, das 16 cabines de supervisão de passaportes, apenas metade estava ocupada no final da manhã, quando as filas começaram a se formar.

O Ministério, no entanto, garantiu que em cada uma das cabines havia dois policiais checando passaportes e insistiu na versão de falha no computador. “É uma situação temporária que se deve à acumulação de voos num espaço de tempo muito curto e à coincidência com um problema informático específico, já resolvido, no acesso às aplicações utilizadas pela Polícia Nacional”, disseram fontes oficiais ao jornal.