Espanha impõe controles a voos e navios da Itália em disputa migratória

Medida começa à meia-noite de sábado e vale até 7 de setembro; Roma havia anunciado controles para viajantes vindos da Espanha até pelo menos 15 de agosto

Migrantes fazem fila para receber alimentos básicos de uma ONG local, a Media Luna Blanca, em uma área industrial onde estão dormindo, em meio às recentes entradas em massa de migrantes a pé e por mar vindos do Marrocos para o território espanhol de Ceuta, na Espanha, em 6 de agosto de 2026. REUTERS/Violeta Santos Moura/Foto de arquivo
Migrantes fazem fila para receber alimentos básicos de uma ONG local, a Media Luna Blanca, em uma área industrial onde estão dormindo, em meio às recentes entradas em massa de migrantes a pé e por mar vindos do Marrocos para o território espanhol de Ceuta, na Espanha, em 6 de agosto de 2026. REUTERS/Violeta Santos Moura/Foto de arquivo

Publicidade

O ⁠governo da Espanha anunciou ⁠nesta sexta-feira que estabelecerá controles de fronteira ‌para voos e navios provenientes da Itália a partir da meia-noite do sábado ‌até 7 de setembro, em meio a uma disputa com o país vizinho sobre a migração irregular.

Serão realizadas verificações de passaporte, nacionalidade e visto para passageiros italianos ⁠e ‌visitantes de outros países que cheguem ⁠da Itália, “em meio à persistente pressão migratória irregular” proveniente do país.

A Espanha afirmou que as medidas serão aplicadas enquanto a Itália mantiver suas próprias medidas, que, ​segundo ela, foram motivadas pelo afluxo migratório em massa de 72 mil pessoas ​no enclave africano espanhol de Ceuta, em 30 de julho.

Na manhã desta sexta-feira, a Itália afirmou que não cederia a “ultimatos ou imposições” da Espanha e ‌manteria os controles de fronteira ​para quem chegar do país até, pelo menos, 15 de agosto.

A Espanha havia ameaçado, ainda nesta sexta-feira, ⁠impor medidas ​recíprocas aos ​viajantes provenientes da Itália, a menos que Roma suspendesse ⁠até domingo os controles ​de fronteira impostos na semana passada, após um afluxo em massa de migrantes do Marrocos ​para o enclave espanhol de Ceuta.

Em comunicado, o governo italiano afirmou que ​só deve ⁠reconsiderar sua decisão quando tiver certeza de que não ⁠há riscos à segurança ou de terrorismo, nenhuma nova onda migratória e nenhum migrante irregular se dirigindo para o território europeu.