Equador x Colômbia: Noboa sobe tarifa de transporte de petróleo do vizinho em 900%

Segundo o governo do Equador, a tarifa para os usuários estrangeiros do gasoduto Sote passará de um valor aproximado de 2,5 dólares por barril para mais de 30 dólares.

Roberto de Lira

Presidente do Equador, Daniel Noboa - 
18/08/2025
(Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Presidente do Equador, Daniel Noboa - 18/08/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

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Em um novo capítulo na guerra comercial entre Equador e Colômbia o presidente equatoriano Daniel Noboa determinou um reajuste de 900% no preço do transporte de petróleo colombiano pelo oleoduto Sote, numa medida que irritou novamente o governo de Gustavo Petro.

Segundo o governo do Equador, a tarifa para os usuários estrangeiros do gasoduto passará de um valor aproximado de 2,5 dólares por barril para mais de 30 dólares.

O ministro colombiano de Minas e Energia, Edwin Palma, disse que nova medida representa mais uma agressão contra o povo colombiano e afeta principalmente os pequenos e médios produtores que atuam na região de Putumayo. Segundo ele, esses operadores são vitais para a manutenção do emprego e da estabilidade social em uma região historicamente excluída.

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Em entrevista hoje, Noboa disse que o conflito de fundo não é comercial, e sim estrutural. O presidente afirmou que a falta de controle na fronteira permitiu a expansão de redes criminosas que atuam no Equador. “O abandono da fronteira permitiu a expansão do narcotráfico. Essa medida está alinhada com a política de segurança nacional para fortalecer a fronteira. A população exige ação e estamos agindo”, disse.

Tarifa e revide

A disputa entre os dois países sul-americanos foi deflagrada na semana passada, quando o Equador impôs tarifas de 30% sobre vários produtos colombianos, alegando que o governo colombiano não estava fazendo o suficiente para coibir o narcotráfico na fronteira comum.

A administração de Petro revidou adotando tarifas recíprocas e ainda decidiu suspender as vendas de energia ao país vizinho, colocando em risco a segurança energética do país vizinho, que sobre com uma prolongada seca.

Atualmente, o saldo comercial está em um superávit de US$ 849 milhões para a Colômbia, considerando que o país vendeu US$ 1,529 bilhão para o Equador entre janeiro e outubro de 2025, enquanto as compras somaram US$ 680 milhões.

Entre os produtos que a Colômbia mais importa do Equador estão tábuas de madeira, peixe enlatado, frutos do mar congelados, óleo de palma, arroz, tubos e perfis, feijão, cacau, entre outros produtos.

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Do lado das exportações colombianas, o impacto será sentido principalmente em bens como medicamentos, açúcar, combustíveis para aviação, veículos e café.