Enfraquecido pelas eleições locais, premiê britânico é desafiado por ex-ministra

Enfraquecido pelas eleições locais, premiê britânico é desafiado por ex-ministra

Reuters

Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer - Reuters
Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer - Reuters

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O primeiro-ministro britânico, Keir ⁠Starmer, que está se recuperando de uma derrota esmagadora nas ⁠eleições locais, enfrentou um novo revés em sua liderança neste sábado (9), quando uma ex-ministra disse ‌que o desafiaria para o cargo mais alto se ninguém mais se apresentasse.

O Partido Trabalhista de Starmer registrou as piores perdas de um partido governista nas eleições municipais desde 1995, o que ‌levou um número crescente de seus próprios parlamentares a pedir que ele renunciasse.

Para tentar reforçar sua posição no partido, mais cedo neste sábado ele nomeou dois grandes nomes influentes do Partido Trabalhista como conselheiros: o ex-primeiro-ministro Gordon Brown e a ex-vice-líder trabalhista Harriet Harman.

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Porém, poucas horas depois, a parlamentar trabalhista Catherine West, ex-ministra, disse à BBC Radio que queria que o gabinete elaborasse um plano para substituir ⁠Starmer ‌até segunda-feira (11), ou ela mesma o desafiaria para o cargo.

‘Se… não houver nenhum candidato à liderança ⁠que se apresente amanhã, então na segunda-feira de manhã eu apresentarei meu nome para concorrer à liderança do Partido Trabalhista’, disse ela.

DESAFIO 

À medida que a extensão da derrota foi surgindo, mais de 20 parlamentares pediram a Starmer, pública e privadamente, que estabelecesse um cronograma para sua saída. Perguntado se renunciaria, ele disse à mídia britânica que ​essa não era a coisa certa a fazer.

‘Não vou me afastar disso’, disse ele neste sábado (9).

Vários ministros do gabinete disseram na sexta-feira (8) que continuavam a apoiar Starmer, que ​há pouco menos de dois anos levou o Partido Trabalhista a uma vitória esmagadora nas eleições nacionais, e um desafio imediato dos possíveis rivais na liderança não parece simples.

O prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, não tem o assento no Parlamento de que precisa para montar um desafio, e a ex-vice-primeira-ministra Angela Rayner ainda não conseguiu resolver totalmente as questões tributárias que levaram à ‌sua renúncia do cargo no ano passado.

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Wes Streeting, atualmente ministro da ​Saúde, está, assim como Starmer, manchado pela nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos. Streeting era próximo de Mandelson, que foi demitido por suas ligações com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Qualquer candidato que ⁠deseje fazer um desafio precisaria garantir ​o apoio público de 20% ​dos membros trabalhistas do do Parlamento. Com os trabalhistas atualmente ocupando 403 assentos, isso equivale a 81 apoiadores.

West disse que, ⁠até o momento, tinha 10 nomes a seu favor, ​mas sua opção preferida era que outro candidato se apresentasse.

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‘Acho que há várias pessoas que gostariam de fazer isso e que estão planejando há meses’, disse ela.

VELHA GUARDA 

Com ​o objetivo de redefinir sua liderança e reconquistar o apoio do partido, o gabinete de Starmer anunciou que Brown, 75 anos, e Harman, também com 75 anos, se ​juntariam à sua equipe.

‘Eles são ⁠vitais para fortalecer nosso país, levá-lo adiante e oferecer as oportunidades que dão às pessoas a esperança de um futuro melhor’, disse ⁠ele quando perguntado se figuras do passado poderiam ajudar em seu plano para o futuro para melhorar a vida das pessoas.

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Brown buscará impulsionar novos investimentos em defesa e segurança e aprimorar as relações com a União Europeia, para tentar impulsionar o desempenho econômico e reconquistar votos, enquanto Harman se concentrará em combater a misoginia e a violência contra mulheres e meninas, criando oportunidades econômicas.